Estudo da ONU afirma que 1,2 bilhão não têm acesso à eletricidade
BR

28 maio 2013

Número é equivalente à população total da Índia; Brasil entre as nações que mais fizeram progressos na área e Moçambique entre as com maior déficit de acesso à energia. 

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Cerca de 1,2 bilhão de pessoas, quase o total da população da Índia, está sem acesso à eletricidade. Já 2,8 bilhões dependem da madeira e de outros tipos de biomassa para cozinhar e aquecer suas casas.

Os dados estão em um relatório produzido por especialistas de 15 agências das Nações Unidas e liderado pelo Banco Mundial. O Brasil é citado entre as 20 nações que fizeram mais progressos, desde 1990, para o acesso universal à energia. A eletricidade chegou a 3 milhões de brasileiros por ano.

Consumo

China, Estados Unidos e Brasil estão entre as nações que mais produzem e consomem fontes de energia renovável. O Brasil foi o terceiro país onde mais cresceu o uso de combustíveis não-sólidos.

Mas a nação também está na lista das que têm as maiores demandas por energia primária e onde há um dos maiores níveis de consumo.

Segundo o Banco Mundial, 80% das pessoas sem acesso à energia vivem em áreas rurais, a maioria na África e na Ásia. A população dos dois continentes representa três quartos do que usam combustíveis sólidos, como madeira e carvão.

Déficit

Moçambique está entre os países com maior déficit de acesso: falta luz para quase 20 milhões de pessoas. A nação africana de língua portuguesa também tem um dos menores acessos a combustíveis não-sólidos.

Apesar da eletricidade ter chegado às residências de 1,7 bilhão de pessoas entre 1990 e 2010, a população mundial aumentou em 1,6 bilhão de habitantes no mesmo período.

Investimentos

O relatório é o primeiro de uma série que monitora os progressos da iniciativa Energia Sustentável para Todos, lançada em 2011 pelo Secretário-Geral Ban Ki-moon. A meta de acesso universal deve ser alcançada até 2030.

O estudo destaca que o ritmo da expansão terá de dobrar para que o objetivo seja alcançado. Para isso, países, organizações internacionais, setor privado e sociedade civil devem aumentar os investimentos no setor em US$ 600 bilhões.

O Banco Mundial sugere que a verba seja aplicada em expansão de eletricidade, eficiência energética e energia renovável.

 

 

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