Relatora especial da ONU diz que pobres têm direito à opinião
BR

28 maio 2013

Magdalena Sepúlveda pediu aos governos que permitam que pessoas que vivem na pobreza possam participar de decisões que afetem suas vidas; declaração foi feita no Conselho de Direitos Humanos.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A relatora especial da ONU, Magdalena Sepúlveda, afirmou que a participação é um direito humano fundamental e não uma simples opção política que as autoridades podem deixar de implementar.

Ao apresentar seu relatório anual ao Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, Sepúlveda pediu aos países que permitam que as pessoas que vivem na pobreza possam participar das decisões que afetem suas vidas.

Estados

Segundo ela, os Estados devem garantir que as vozes desse grupo sejam ouvidas em debates públicos e pelos que fazem as leis.

A especialista independente em pobreza extrema da ONU afirmou que o direito à participação está ligado ao empoderamento, que é um importante princípio e objetivo dos direitos humanos.

Burocracia

Sepúlveda afirmou que a participação dos pobres não deve ser levada como um exercício burocrático, mas sim como uma forma de solidificar o processo.

Para ela, uma participação significativa pode gerar novas habilidades, conhecimento e confiança. Além disso, tem um papel importante para acabar com a desigualdade.

A relatora disse ainda que essa é uma oportunidade para as pessoas que vivem na pobreza serem responsáveis pelo próprio destino e denunciarem injustiças, discriminações e estigmas.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud