Conselho de Direitos Humanos marca reunião para debater situação na Síria
BR

27 maio 2013

Encontro de emergência vai acontecer na quarta-feira, em Genebra; pedido foi feito pelo Catar, Estados Unidos e Turquia.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU decidiu realizar, na quarta-feira, uma reunião de emergência para debater a situação na Síria.

O pedido foi feito pelo Catar, Estados Unidos e Turquia e contou com a objeção dos governos de Cuba, Venezuela e da própria Síria.

Importante

O Conselho recebeu pedidos para discutir a escalada das graves violações dos direitos humanos na Síria, em particular, em relação aos recentes assassinatos em Al Qusayr.

A representante do Catar disse que o debate é importante porque a situação na Síria está piorando e as principais vítimas são mulheres e crianças.

Impunidade

Mais cedo, a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou que as violações na Síria chegam ao nível de crimes de guerra e crimes contra a humanidade e não podem seguir impunes.

Em pronunciamento no Conselho dos Direitos Humanos, esta segunda-feira, em Genebra, Pillay afirmou que as forças de oposição estão usando civis como escudo humano. Ela disse, também, que as tropas sírias continuam fazendo uso de força indiscriminada e desproporcional em áreas residenciais, assim como, em escolas e hospitais.

A alta comissária declarou que “a matança e o sofrimento na Síria representam uma afronta à consciência humana.”

Fracasso

Segundo Pillay, a comunidade internacional está fracassando no cumprimento de sua obrigação principal em relação as vítimas da crise ao permitir que as violações dos direitos humanos não sejam punidas.

Mais uma vez, ela pediu ao Conselho de Segurança para levar a crise na Síria para o Tribunal Penal Internacional, TPI.

Debate

O Conselho de Direitos Humanos vai debater a situação na Síria em nova sessão marcada para terça-feira.

A ONU informou que desde março de 2011, o conflito entre as tropas do governo e as forças de oposição na Síria já mataram mais de 70 mil pessoas e deixaram mais de 6,8 milhões de sírios necessitando de ajuda humanitária.

Além disso, as Nações Unidas calculam que 1,5 milhão de sírios fugiram para os países vizinhos para escapar da violência.

 

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