Secretário-Geral diz que luta contra HIV é um dos maiores legados da África
BR

26 maio 2013

Em encontro com líderes africanos na Etiópia, Ban Ki-moon celebrou progressos do continente no combate à Aids, tuberculose e malária; com o vice-presidente de Angola, ele discutiu a situação na RD Congo.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Durante um encontro com líderes africanos neste domingo, na Etiópia, o Secretário-Geral da ONU ressaltou “progressos marcantes” para o combate à Aids, tuberculose e malária.

Na capital do país, Adis Abeba, Ban Ki-moon afirmou que as ações contra as três doenças constituem “um dos maiores legados da África”.

Números

De acordo com dados citados pelo Secretário-Geral, o número de pessoas com HIV no continente caiu um quarto desde 2001. Ban afirmou que as mortes por malária diminuíram um terço e quase 13 milhões de pessoas receberam tratamento para a tuberculose.

Ele elogiou os líderes africanos ao destacar “que a mudança dramática” foi conquistada por ações coletivas tomadas por meio da União Africana.

Investimentos

O Secretário-Geral incentivou os chefes de Estado a continuar investindo em uma África livre de Aids e lembrou que as Nações Unidas vão continuar fornecendo apoio total para “um futuro mais saudável”do continente.

Em um outro evento neste domingo, também em Adis Abeba, Ban Ki-moon ressaltou que os países africanos têm “uma oportunidade histórica” para acabar com o conflito na República Democrática do Congo. Ele ressaltou que esforços conjuntos serão críticos para estabilizar a região.

Angola

A situação do país foi um dos assuntos discutidos pelo Secretário-Geral e o vice-presidente de Angola. Ban e Manuel Domingos Vicente abordaram ainda os progressos para a implementação do Acordo de Paz, Segurança e Cooperação, liderado pela enviada especial da ONU Mary Robinson,

O Secretário-Geral e o vice-presidente angolano trocaram pontos de vista sobre a situação na Guiné-Bissau e na República Centro-Africana.

Ban Ki-moon teve ainda encontros bilaterais com os presidentes da África do Sul, Jacob Zuma; da Nigéria, Goodluck Jonathan; do Senegal, Macky Sall, entre outros.

 

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