África eleva acesso ao tratamento e baixa infeções por HIV, diz Onusida

21 maio 2013

Relatório aponta para mais de 6 milhões de pessoas que aderiram ao tratamento entre 2005 e 2012; Em entrevista à Rádio ONU, ministro da Saúde de Angola chama atenção para o que chama de áreas sensíveis

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

As mortes relacionadas à sida em África caíram 32% entre 2005 e 2012. O resultado é aliado à queda de novas infeções para 33% na última década, refere um estudo do Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Sida, Onusida.

No relatório sobre os progressos recentes de combate ao vírus no continente, a agência refere que o tratamento antirretroviral subiu de menos de 1 milhão em 2005, para mais de 7 milhões no ano passado.

 Áreas Sensíveis

Em declarações à Rádio ONU, o ministro da Saúde de Angola, José Van Dunem, disse que ainda deve ser dada atenção especial a várias áreas sensíveis. O país preside o grupo africano no evento da Organização Mundial da Saúde, OMS.

“A pedra de toque é mesmo a continuação da difusão da informação, o aumento do conhecimento e da melhoria dos estilos de vida de modo que as pessoas tenham condutas sexuais que não sejam de risco. Portanto, as condutas sexuais que não sejam de risco, a utilização do corte da transmissão vertical para as mulheres seropositivas, o aceso à testagem voluntária e aos tratamentos como um direito fundamental são as estratégias que têm estado a dar resultado na luta com sucesso contra a Sida”, realçou.

Moçambique e São Tomé e Príncipe

O Onusida diz que os casos de infeção e de morte continuam a cair no continente; Países como Moçambique e São Tome e Príncipe garantem o tratamento antirretroviral a mais de 75% das mulheres grávidas, ao lado de 16 países.

O relatório atribui o sucesso à “forte liderança e à responsabilidade compartilhada na África e entre a comunidade global”. A agência também realça a importância do compromisso sustentado para garantir que o continente alcance zero novos casos de infeção, zero discriminações e zero mortes relacionadas à doença.

Liderança

Com 69% dos casos globais, o continente africano continua a ser a região do mundo mais afetada pelo HIV. Apesar da tendência positiva, só em 2011, ocorreu 1,8 milhão de novas infeções e 1,2 milhão de pessoas morreram no continente por doenças relacionadas à sida.

O lançamento do relatório do Onusida coincide com uma conferência em Addis Abeba, na Etiópia, que celebra os 50 anos da União Africana. Para a agência da ONU, a liderança do grupo é essencial para reverter a epidemia.

* Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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