Cabo Verde destaca potencial das diásporas para reforçar telemedicina

22 maio 2013

Iniciativa deve envolver cooperação com profissionais do Brasil e de Portugal; Na Assembleia Mundial da saúde país anuncia que áreas abrangidas incluem cardiologia, traumatologia e dermatologia.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Cabo Verde disse contar com a prestação dos seus cidadãos no exterior para o reforço da iniciativa de telemedicina, implementada em várias ilhas do arquipélago desde janeiro.

A ministra cabo-verdiana da Saúde, Cristina Fontes Lima, apresentou o projeto, em Genebra, no âmbito da Assembleia da Organização Mundial da Saúde, a decorrer até 31 de Maio.

Operações à Distância

As áreas abrangidas pela iniciativa são as de teleconsultas e teleconferências para oferecer assistência clínica à distância em áreas como cardiologia, traumatologia e dermatologia.

Falando à Rádio ONU, de Genebra, a governante disse que os profissionais estão a ser identificados com vista a servir os cabo verdianos.

Nação Global

“Proximamente deslocar-me-ei a Macau, onde também temos cabo-verdianos a trabalhar e também estão disponíveis para ver tais potencialidades. Podemos explorar, rapidamente, outras as soluções deste tipo, mas já realço que esta área está identificada, claramente, como uma possibilidade para construir a nação global que Cabo Verde é”, referiu.

Cristina Fontes Lima revelou ainda que o plano deve, igualmente, se estender a técnicos que já colaboram com as autoridades de saúde do país.

Potencialidades

“Nós temos, neste momento, médicos cabo-verdianos que têm acompanhado este processo. Estão disponíveis, em rede, a trabalhar connosco. Já fazemos isso com médicos portugueses e podemos, perfeitamente, trabalhar com cabo-verdianos em Portugal. Temos um projeto com médicos em Boston (Nos Estados Unidos) que já se têm deslocado fisicamente ao país, há três anos, para fazer cirurgias na área de urologia. Também aí vemos potencialidades de potenciar as deslocações com conferências deste domínio”, referiu.

De acordo com as autoridades de Saúde de Cabo Verde, o projeto de telemedicina deve ser implementado em várias fases até 2014, e envolver a cooperação com profissionais do Brasil e de Portugal.

 

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