Pobreza e insegurança alimentar aumentam no Egipto, apontam estudos

Pobreza e insegurança alimentar aumentam no Egipto, apontam estudos

Cerca de 13,7 milhões de pessoas vivem com o problema na nação africana; estudos apoiados pelo PMA apontam que o Cairo tem 3,5 milhões de pobres e necessitados de alimentos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Egipto registou um aumento significativo das taxas de pobreza e de insegurança alimentar nos últimos três anos, apontam dados lançados esta terça-feira pelo Programa Mundial da Alimentação, PMA.

No país, cerca de 13,7 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar. O valor corresponde a 17 % da população, 3% acima dos dados de 2009.

Estatísticas

A informação foi apresentada em dois estudos apoiados pela agência da ONU. As pesquisas foram realizadas pela entidade governamental sobre estatísticas, Capmas, e o Instituto de Pesquisa de Políticas Alimentares.

O PMA destaca que o aumento nas taxas de insegurança alimentar e da desnutrição deve-se aos “índices de pobreza e a uma sucessão de crises.”

Contexto Económico

Entre elas estão a epidemia de gripe aviária de 2006, que foi seguida pela dos alimentos, de combustíveis e a financeira ocorridas entre 2007 a 2009. O contexto macroeconómico desafiante em últimos anos também é referido no estudo da agência.

Nas áreas urbanas, registam-se grandes bolsas de pobreza e de insegurança alimentar com um aumento de até quase 40% das pessoas que vivem na pobreza em relação aos registos de 2009 e 2011.

Cairo

Com a taxa de pobreza a atingir os 51,5%, as zonas rurais continuam a apresentar a situação mais crítica. A capital egípcia, Cairo 3,5 milhões de pessoas estão em situação de pobreza e de insegurança alimentar.

Estima-se que cada família egípcia gasta, em média, 40,6% dos rendimentos para a compra de alimentos.

A proporção das despesas chega a atingir mais de metade da despesa para os mais pobres, que são ainda mais vulneráveis às flutuações dos preços alimentares. A agência diz que estes “compram a comida mais barata e menos nutritiva.”

Alimentos Suficientes

O PMA refere que segurança alimentar ocorre quando todas as pessoas têm acesso a alimentos suficientes, seguros e nutritivos para satisfazer as suas necessidades alimentares básicas a qualquer momento.

A agência também aponta para a ascensão de taxas de desnutrição e de baixa estatura, principalmente em crianças de idades entre os seis meses e os cinco anos de vida.