Ocha diz que milhares de norte-coreanos vão continuar a passar fome

20 maio 2013

Escritório refere que falta de verbas limita operações de ajuda ao país asiático; Pyongyang recebeu menos de 20% para financiamento de operações humanitárias até dezembro.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.*   

O Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, Ocha, alertou que a falta de verbas está a limitar as operações de ajuda na Coreia do Norte.

Na última década, a ONU e seus parceiros disseram observar uma drástica redução nas doações para o país que regista uma das mais longas emergências humanitárias do mundo.

Apoio

As agências de ajuda na Coreia do Norte argumentam que a assistência deve ter como base as necessidades humanitárias e não considerações políticas ou de segurança.

Em 2011 e 2012, as doações vindas de 22 países passaram dos US$ 70 milhões. Este ano, a ONU recebeu, até agora, menos de 20% do que necessita para financiar as operações até dezembro.

Comunidade Internacional

O Ocha defende que milhões de norte-coreanos vão continuar a sofrer sem o apoio da comunidade internacional.

O que agrava a situação, é o facto de vários governos terem referido que a Coreia do Norte não émais vista como prioridade humanitária ou para ajuda de desenvolvimento.

Colheitas

No ano passado, as colheitas do país registaram melhorias no que levou a um avanço na questão da segurança alimentar. A preocupação contínua, entretanto, a ser o nanismo e a falta de variedade de alimentos na dieta das crianças.

A Coreia do Norte reduziu o número de mortes de mulheres durante o parto e entre 2 mil e 2010, o número caiu de 120 para 81 óbitos por cada 100 mil nascimentos por ano.

As agências humanitárias alertam ainda que a falta de fundos deve dificultar o fornecimento de vacinas, principalmente para combater o sarampo, a hepatite B e a poliomielite.

Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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