Ban diz que investimento pode fazer de Moçambique um exemplo africano

20 maio 2013

No primeiro dia da sua visita, Secretário-Geral considerou o país imensamente rico em recursos naturais; falando com presidente do parlamento, chefe da ONU disse estar encorajado pela presença feminina no órgão.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU, em Nova Iorque

Moçambique pode ser um exemplo para África e para o mundo se investir em infraestrutura essencial para o seu povo, disse o Secretário-Geral da ONU.

No início da sua visita à capital, Maputo, nesta segunda-feira, Ban Ki-moon considerou o país imensamente rico em recursos naturais. Ele realçou, entretanto, que o progresso depende da gestão cuidadosa das riquezas “com liderança sábia.”

Parceria

O Secretário-Geral falou numa mesa redonda sobre as Metas de Desenvolvimento Sustentável, organizada pela ONU em parceria com a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade.

Na ocasião, Ban disse que vai levar a inspiração do país para a sua viagem para a República Democrática do Congo, que enfrenta um conflito que será discutido entre ele com o líder moçambicano, nesta terça-feira.

Grandes Lagos

Ban Ki-moon disse que além dos elogios que tem feito, em Moçambique, deve buscar o apoio e agradecer a liderança do presidente Armando Guebuza, para que seja assegurada a paz e a estabilidade na República Democrática do Congo e na Região africana dos Grandes Lagos.

Moçambique é o primeiro ponto da visita a cinco países de África. Ban disse que, juntamente com o Ruanda e o Uganda, o país demonstrou que é possível recuperar-se de conflitos e registar progressos no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, ODMs.

Mas, apesar dos avanços, Ban disse que mais de metade dos cerca de 21 milhões da população está abaixo da linha da pobreza em Moçambique.

O número junta-se aos cerca de 40% de crianças raquíticas ou subnutridas e à metade de mulheres não sabem ler. Por outro lado, foi destacado o desafio do HIV/Sida e a morte de mulheres durante o parto.

Expetativas

Falando a jornalistas na chegada de Ban Ki-moon a Moçambique, a representante das Nações Unidas no país, Jennifer Topping, falou das expectativas com a deslocação que deve terminar na quarta-feira.

“Deve visitar vários lugares ligados com programas da ONU, encontrar-se com o presidente da República e discutir sobre tópicos do desenvolvimento do país e da região. Depois do país, continua a visitar mais três nações dos Grandes Lagos”, disse.

Por outro lado, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Henrique Banze, disse que a visita ficará marcada pela discussão de questões envolvendo a ONU e o governo moçambicano.

Espera-se que os encontros com o governo decorram nesta terça-feira.

Desenvolvimento

“Há muitas áreas onde nós trabalhamos, as áreas da agricultura e nutrição, da segurança alimentar, a mulher e também vamos ter uma discussão numa área que diz respeito aos

Ban Ki-moon faz pronunciamento em Moçambique. Foto: ONU/Eskinder Debebe

ODMs. E, aquilo que vai ser o programa no pós-2015 como é conhecido. Até 2015, acaba o atual programa sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio. Vamos dar o ponto de situação neste momento”, destacou.

Mulheres no Parlamento

Nesta segunda-feira, Ban Ki-moon congratulou a presidente do parlamento moçambicano, Verónica Macamo, por ser a primeira mulher no posto. Ban disse também estar encorajado com o número de parlamentares de sexo feminino.

O Secretário-Geral elogiou os esforços da Assembleia da República  em promover a coesão social e o diálogo político, que ajudaram a reforçar a paz local.

 

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