Retorno de milhares de congoleses de Angola avaliado neste sábado

15 maio 2013

OIM diz que 39,5 mil migrantes irregulares congoleses retornaram voluntariamente ao país num mês e meio; agência fala de presença policial na fronteira angolana, sem registos de violações.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, participa, este sábado, na avaliação do movimento de retorno de migrantes congoleses em situação irregular a partir de Angola.

A agência indica que, nas últimas seis semanas regressaram voluntariamente ao seu país 39,5 mil cidadãos da República Democrática do Congo, RD Congo.

Chissanda

Além das representações da OIM nos dois países, o encontro envolve funcionários locais da ONU.

A coordenadora de Projetos da OIM em Angola, Lerena Pinto, falou, esta quarta-feira, à Rádio ONU da fronteira de Chissanda. Antes visitou a cidade congolesa de Kamako, na província de Kasai Ocidental, vizinha de Angola.

Movimento

“Já está planificado, sábado reunimo-nos aqui para ver o que podemos fazer. Será com as Nações Unidas e a OIM da República Democrática do Congo, para constatar o movimento e falar com algumas pessoas a regressar voluntariamente. Embora tenha sido de repente, pelas pessoas com quem estou a conversar correu tudo bem e não há violação dos direitos humanos. As pessoas veem e vão, a polícia está nos pontos de concentração e há uma ambulância para a situação de alguém doente e pode ser socorrido”, disse.

Até o princípio da semana mais de 8,4 mil mulheres e crianças compunham o grupo concentrado perto de uma fronteira de Kamako. A agência diz que o fluxo pressionou os serviços na área, tendo originado a falta de abrigos temporários.

Refúgio

A OIM refere que os repatriados tiveram de procurar refúgio em escolas, igrejas e outros espaços comunitários,  numa área abrangida por 17 serviços básicos de saúde.

Em Genebra, a OIM disse que movimento foi acelerado por um acordo entre os governadores da província angolana da Lunda Norte e de Kasai Ocidental da República Democrática do Congo.

Gestão

O objetivo era  facilitar o regresso voluntário de imigrantes ilegais congoleses a viver em Angola, antes de 15 de maio.

A OIM trabalha com a RD Congo para reforçar o seu sistema integrado de gestão das fronteiras, incluindo a capacitação para a sua gestão que deve integrar a vertente humanitária, no país com nove vizinhos.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud