Conselho de Segurança aborda combate ao terrorismo em África

13 maio 2013

Secretário-Geral elogia melhorias na Somália mas fala de necessidade de abordagem integrada para conter riscos de alastramento no Sahel.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O progresso no combate ao terrorismo em África deve integrar fatores que incluem avanços militares e a abordagem das condições propícias para a propagação do fenómeno, disse o Secretário-Geral da ONU.

Ban Ki-moon falava, esta segunda-feira, na sessão especial do Conselho de Segurança sobre o Combate ao Terrorismo em África no Contexto de Missões de Manutenção da Paz e Segurança Internacional.

Sahel

O representante citou o exemplo do Sahel, onde a organização desenvolve uma estratégia integrada para melhorar a governação e o Estado de Direito.

Os outros objetivos são o reforço da capacidade dos mecanismos de segurança nacional e regional além de integrar o desenvolvimento e as atividades humanitárias com vista a aumentar a resiliência das populações.

Ban disse haver riscos de passar a ameaça de uma área para outra caso não haja uma abordagem holística e sustentável na região africana.

Al-Shabaab

A Somália foi referida pelos “progressos importantes” no sentido de garantir a estabilidade, com ações que ditaram a retirada das milícias al-Shabaab de vários locais vitais.

Mas o Secretário-Geral pediu que mais seja feito para reforçar o Estado de Direito, o desenvolvimento e a transformação política do país para garantir tais ganhos e evitar o ressurgimento do grupo.

Fronteiras

Como condições propícias para o terrorismo, Ban apontou a fragilidade as fronteiras, que podem ser mal guarnecidas. Foram igualmente apontadas os estoques de munições e a falta de restrições às armas.

Os dispositivos explosivos improvisados foram tidos como as armas preferenciais dos terroristas. Ban disse que o Serviço de Ação contra Minas da ONU trabalha com a União Africana e com países do continente para a gestão segura de munições e da sua disponibilidade.

Comunidades

Fatores como o  subdesenvolvimento e a ausência do Estado de Direito foram identificados como férteis para que grupos terroristas recrutem elementos nas comunidades e engrossem as suas fileiras.

Ban também citou ligações oportunistas entre grupos do crime organizado e do terrorismo transnacional garantir o fluxo constante de pessoas, de dinheiro, de armas e de produtos ilícitos nas fronteiras, contribuindo para a sobrevivência e a proliferação de tais grupos.

Aplicação da Lei

Em África, Ban citou o trabalho com governos no reforço da polícia e aplicação da lei além da implementação da Estratégia Antiterrorista Global da ONU.

Uma Força Tarefa de Implementação opera na África Ocidental incluindo na Nigéria e Burkina Faso. No norte do continente a ação é através do Centro de Combate ao Terrorismo para a gestão das fronteiras.

Prevenção

A redução de fluxos de armas de pequeno porte é o foco da ação na África Central, enquanto no leste do continente está a ser facilitado o desenvolvimento de uma estratégia regional.

A África Austral a prevenção é o foco, pelo facto de a ameaça do terrorismo ser menos iminente, disse o Secretário-Geral das Nações Unidas.

 

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