Um terço do mundo sem saneamento melhorado até 2015, diz ONU

13 maio 2013

Prestação de lusófonos Angola é destacada por acelerar fim de fecalismo a céu aberto; 500 milhões de pessoas serão afetadas pelo incumprimento das metas de desenvolvimento do milénio relativas ao tema definidas em 1990.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Cerca de 2,4 mil milhões de pessoas deverão ficar sem acesso a saneamento melhorado em 2015, refere um relatório lançado, esta segunda-feira, por agências das Nações Unidas.

O informe “Progresso sobre Saneamento e Água Potável 2013 - Atualizado”, indica que o número equivale a um terço da população mundial. Estima-se que 500 milhões de pessoas sejam afetadas pelo incumprimento das metas de desenvolvimento do milénio relativas ao tema, até ao fim do período, nos próximos três anos.

Países Lusófonos

Entre os países de língua portuguesa, o informe destaca Angola pelo declínio anual do fecalismo ao céu aberto a uma taxa de 3,8%.

A diretora da OMS para Saúde Pública e Meio Ambiente, Maria Neira, diz que mesmo com a prestação, revela-se uma necessidade de maior atenção no país e no continente africano.

“Quer dizer que tem um desenvolvimento económico e social. Sempre que ocorre um desenvolvimento desse tipo vemos melhorias no aceso ao saneamento. Mesmo assim, temos esse problema de defecação a céu aberto que representa um problema de saúde importante não só em Angola mas também países de África que ainda tem esta prática por combater ou facilitar uma solução. Países da Ásia como a Índia onde a prática onde relativamente à prática temos que tentar mudar”, destacou.

Nos outros países africanos de língua portuguesa, o desempenho da Guiné-Bissau atingiu 40%, São Tomé 30%, Cabo Verde 25%, enquanto 12% de moçambicanos tiveram acesso ao saneamento melhorado.

O documento refere que, desde 1995, o Brasil garantiu acesso ao saneamento a 23% da sua população.

Em Timor-Leste, 11 % dos cidadãos teve acesso a novas instalações sanitárias, enquanto  30% da população obteve novas fontes de água própria para consumo.

Progresso 

O relatório adverte que, no atual ritmo de progressos, o Objetivo de Desenvolvimento do Milénio, ODM, que prevê reduzir pela metade a proporção da população sem saneamento, desde1990, não será atingido em  8%.

Por outro lado, as metas de acesso à água potável foram atendidas e superadas em 2010, anunciaram as agências da ONU no ano passado.

Compromisso

A OMS destaca a necessidade urgente de garantir o compromisso político, o financiamento e a liderança para acelerar os progressos e atingir a meta.

Segundo refere, o a medida pode transformar as vidas de milhões de pessoas com o que chamou recompensas imensas para a saúde, fim das causas da pobreza além do bem-estar.

Tragédia

O Unicef diz que a situação é de emergência e não menos terrível do que “um forte terramoto ou tsunami.” O diretor Global do Programa de Água,  Sanjay Wijesekera, fala da morte diária de centenas de crianças pediu ação diante do que chamou “tragédia humana colossal diária.”

O relatório refere que cerca de 1,9 mil de pessoas milhão teve acesso a instalações sanitárias melhoradas desde 1990.  Já em 2011, 1 mil milhão de pessoas defecou a céu aberto, e nove em cada dez casos ocorreu em áreas rurais.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud