Pillay diz faltar vontade do governo da RD Congo em proteger população

10 maio 2013

Alta Comissária de direitos humanos da ONU refere-se aos casos de abuso sexual cometidos contra centenas de pessoas; ela reafirma que a ONU está pronta a apoiar as autoridades do país.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Após a ONU ter divulgado um relatório esta semana sobre 200 casos de estupros contra meninas e mulheres na República Democrática do Congo, a alta comissária para os direitos humanos voltou a reafirmar que a situação é “chocante”.

Navi Pillay concedeu esta sexta-feira uma entrevista exclusiva à Rádio ONU, em Nova Iorque, e destacou existir iniciativas para julgar os perpetradores dos atos.

Ação Urgente

Mas a alta comissária lamenta a falta de ação do Governo congolês para tratar a situação, que segundo ela, “tomou proporções enormes”.

Para Navi Pillay, “falta vontade da parte do Governo em proteger seu próprio povo contra este tipo de violência sexual. A alta comissária disse que as autoridades da RD Congo precisam agir agora, porquê “cada criança violada, cada homem ou mulher estuprada é uma vida perdida, porque suas vidas ficam arruinadas.”

Kivu

Segundo Pillay, as Nações Unidas estão prontas para ajudar o governo da RD Congo. Ela afirma que após ter persuadido, apelado e oferecido assistência às autoridades do país, já resta pouco a ser feito.

O relatório divulgado esta quarta-feira informa que tanto soldados das Forças Armadas como rebeldes do grupo M23 praticaram centenas de estupros nas províncias do Kivu Norte e Kivu Sul.

*Apresentação: Denise Costa, com reportagem de Donn Bobb.

 

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