Sudão do Sul quer reforço do mandato da força da ONU em Abyei

10 maio 2013

O mais novo país africano fala da necessidade de proteger civis de grupos armados não militares; representante sul-sudanês nas Nações Unidas citou ameaças de retorno de hostilidades com o Sudão.

Eleuterio Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Sudão do Sul pediu que todos os esforços sejam feitos pela comunidade internacional para evitar o que chamou “reedição de hostilidades” entre o país e o Sudão.

Falando a jornalistas, o embaixador sul-sudanês junto à ONU, Francis Deng, disse que o mandato da Missão das Nações Unidas na região de Abyei, Unifsa, apresenta limitações.

Civis Armados

Como referiu, a força opera para proteger os civis de grupos armados uniformizados do Sudão e do Sudão do Sul, não incluindo nenhuma intervenção contra formações civis que estejam armadas na região.

O país declarou a sua independência do Sudão, em 2011, após um referendo que decidiu a cesseção na sequência de mais de duas décadas de conflito. Um referendo para decidir o estatuto de Abyei, uma área rica em recursos e disputada entre as duas nações foi adiado.

Deng citou vários incidentes que chamou “combinação padronizada” de ataques, envolvendo milícias intercomunitárias. Segundo disse, estes envolvem principalmente as comunidades nómadas Misserya e Dinka diante de forças da Unifsa.

Mortes

Recentemente, foram registados confrontos que resultaram na morte de dezenas de pessoas, incluindo o ferimento de três capacetes azuis.

Ao Conselho de Segurança, o diplomata pediu o reforço do mandato da Unifsa, para que possa incluir “ a proteção eficaz dos civis de todos os grupos armados e não permitir que grupos civis possuam armas.”

Ordem

Antes da criação de uma polícia local, o país quer que a Unifsa seja autorizada a estabelecer uma força que inclua elementos das comunidades para manter a ordem na área, enquanto não é decidido qual dos dois países fará a administração definitiva de Abyei.

A proposta inclui o envolvimento das comunidades em ações de distribuição de ajuda humanitária e a retirada de grupos armados de Abyei.

Parceria

Foi igualmente solicitada a criação de uma parceria internacional para implementar os acordos firmados pelas partes,  através do painel de alto nível presidido pelo antigo chefe de Estado sul-africano,  Thabo Mbeki.

O Sudão do Sul pede que quaisquer investigações aos ataques na região envolvam a ONU, a União Africana e os dois países, além da Etiópia na sua qualidade de partes interessadas.

 

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