ONU: quase 200 mulheres e meninas foram estupradas na RD Congo
BR

8 maio 2013

Relatório da ONU revela que crimes foram cometidos por soldados do país e rebeldes congoleses; alta comissária de direitos humanos afirmou que os responsáveis serão processados.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Um relatório conjunto da ONU, divulgado esta quarta-feira, informou que soldados das Forças Armadas da República Democrática do Congo, RD Congo, conhecidas como Fardc, e rebeldes do país, do grupo M23 praticaram cerca de 200 estupros. As vítimas são mulheres e meninas, algumas de até 6 anos de idade.

No documento, 102 mulheres e 33 crianças teriam sido violentadas pelas Forças Armadas congolesas. Já os rebeldes teriam estuprado 59 mulheres e executado 11 pessoas.

Crimes

O relatório foi preparado pelo Escritório de Direitos Humanos com dados da Missão de Estabilização da ONU na República Democrática do Congo, Monusco, e pelo Alto Comissariado dos Direitos Humanos no país.

Segundo o relatório, os crimes aconteceram quando os soldados fugiam por causa do avanço dos rebeldes do grupo M23, na região oriental, em novembro passado.

Vítimas

As vítimas deram detalhes sobre os estupros em massa, assassinatos, execuções e outras violações dos direitos humanos.

Segundo a ONU, os crimes de alguns soldados congoleses foram cometidos de forma sistemática e com extrema violência. A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou que os responsáveis serão processados.

Causas

A investigação cita como causas dos crimes a falta de disciplina entre oficiais e soldados, como também treinamento inapropriado. O relatório expressa séria preocupação com a incapacidade do Exército congolês para proteger a população civil.

A maioria dos casos envolvendo os soldados da Fardc aconteceu entre 22 e 23 de novembro do ano passado, na cidade de Minova, em Kivu Sul. Já os crimes dos rebeldes do M23 ocorreram durante a ocupação de Goma e Sake, em Kivu Norte.

 

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