OIT: Quase 28% dos jovens estão desempregados no norte de África

8 maio 2013

Região tem o segundo pior índice, atrás apenas do Médio Oriente; até o final do ano, 73,4 milhões de jovens estarão sem trabalho em todo o mundo.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Organização Internacional do Trabalho, OIT, lançou esta quarta-feira o relatório Tendência Global do Emprego para Jovens 2013. O estudo prevê que até o fim do ano, 73,4 milhões de pessoas entre os 15 e 24 anos estejam sem trabalho em todo o mundo.

Em 2012, o norte de África apresentou o segundo pior índice de desemprego entre jovens, com 23,7%. A situação é pior entre as mulheres: 37% das jovens estão desempregadas. O Médio Oriente lidera a lista com 28,3% com pessoas sem trabalho.

Qualidade

De acordo com a OIT, em países e regiões com altos índices de pobreza e de empregos vulneráveis, os jovens enfrentam falta de emprego ou trabalhos de baixa qualidade.

O documento cita a África Subsaariana, incluindo Moçambique, Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau.

O diretor-adjunto da OIT em Nova Iorque, Vinícius Pinheiro, disse à Rádio ONU que a taxa de desemprego entre jovens da região foi de quase 12% no ano passado, baixa em comparação com outras zonas.

“Nesta região, estimamos que, em 2012, 41,1% da força de trabalho recebia menos de US$ 1,25 por dia. É uma situação de extrema pobreza e afeta principalmente a mão-de-obra juvenil. Então, aí está a questão da qualidade, da promoção do trabalho decente e de salários dignos que possam estimular a economia e também resgatar essa geração de jovens que também está sendo inserida no mercado de trabalho”, referiu.

Alta

A OIT destaca ainda que na região, os jovens têm duas vezes mais possibilidades do que os adultos de ficar desempregados.

No balanço global, o índice de desemprego deve fechar o ano em alta de 12,6% e a OIT estima que até 2018, o total de jovens sem trabalho continue a aumentar.

Nas economias avançadas, as pessoas entre 15 e 29 anos enfrentam outra consequência da crise económica global: jovens com alto nível de educação estão cada vez mais a aceitar empregos onde são superqualificados para a função.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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