Estudo destaca necessidade de envolver diásporas no crescimento dos PMAs

6 maio 2013

Para Angola, pesquisa do Unctad também pede uso de rendimentos do petróleo para beneficiar desenvolvimento da agricultura e indústria; especialista diz que Países Menos Avançados poderiam melhorar o benefício das remessas.

Herculano Coroado, da Rádio ONU em Luanda.

Os Países Menos Avançados, PMAs são um grupo de estados classificados pelas Nações Unidas como os menos desenvolvidos pelo o seu baixo Produto Interno Bruto, PIB, per capita, fracos recursos humanos e grande nível de vulnerabilidade.

O relatório de 2012 sobre esses países lançado em Luanda, a capital angolana.

Diversificação

Em entrevista à Rádio ONU, o economista da divisão para África, Países Menos Avançados e Programas Especiais da Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento, Rolf Traeger, falou sobre o caso de Angola.

“Houve, em alguns setores de atividade, especialmente o petrolífero, um grande desenvolvimento das capacidades produtivas, crescimento económico que resultou num crescimento das exportações e de crescimento económico. O desafio ao qual Angola se vê confrontado é fazer com que os rendimentos desse setor beneficiar o desenvolvimento de outras indústrias especialmente a agricultura e a indústria”, contou.

Políticas Corretas

O documento argumenta que com políticas corretas e apoio internacional, os Países Menos Avançados poderiam melhorar o benefício das remessas, do conhecimento e do know-how acumulado pelas suas diásporas.

Usando evidências e lições de políticas aplicadas por outros países, o relatório mostrou como os PMAs poderiam melhorar as remessas e o conhecimento das diásporas para construir capacidades produtivas.

Recessão

Relativamente à sua recente performance económica, o relatório argumenta que a incerteza na recuperação e económica mundial continua a ofuscar os fatores que permitiram que estes estados obtivessem maior taxa de crescimento económico entre 2002 e 2008.

Após uma ligeira melhoria em 2010, o grupo obteve resultados menos favoráveis em 2011, sinalizando grande desafios no futuro. Entretanto, se uma “outra recessão prejudicar a perspetiva de crescimento para as economias em desenvolvimento, os países menos avançados serão duramente atingidos.”

 

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