Fome matou cerca de 260 mil somalis em dois anos, revela relatório

2 maio 2013

Pesquisa encomendada pela ONU aponta resposta lenta como um dos fatores que contribuíram para a perda de vidas; mortes foram resultado da considerada seca mais grave dos últimos 60 anos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Cerca de 260 mil pessoas morreram devido à fome e à insegurança alimentar durante a seca ocorrida entre 2010 e 2012 na Somália, indica um relatório da Rede de Sistemas de Alerta sobre a Fome.

A pesquisa publicada esta quinta-feira, em Nairobi e em Washington, aponta entre os fatores que contribuíram para a perda de vidas a resposta lenta às advertências sobre a fome.

Crianças

A instituição indica que, por razões de segurança, houve um acesso limitado às zonas afetadas. A questão é tida como a principal para o fenómeno que teve crianças com menos de cinco anos como a metade das vítimas.

A aliar-se a que é considerada “a seca mais grave dos últimos 60 anos”, ocorrida em meados de 2011, está a dificuldade de acesso da ajuda humanitária para o sul da Somália onde “a população estava enfraquecida há muito do tempo.”

Governo

O estudo foi encomendado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, FAO, e pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, Usaid.

A FAO destaca que a população no sul da Somália continua fraca, e que mais trabalho precisa ser feito especialmente numa altura em que o país “conta com um governo credível.”

A agência diz que, juntamente com outras entidades da ONU, trabalha para reduzir a vulnerabilidade e aumentar a resistência das famílias somalis e de outras nações do Corno de África assoladas anualmente pelas secas.

 

 

 

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