Mary Robinson acompanha a situação na cidade congolesa de Goma

30 abril 2013

No segundo dia da primeira deslocação aos Grandes Lagos, enviada especial do Secretário-Geral disse haver disposição das autoridades da RD Congo para aplicar pacto apoiado pelas Nações Unidas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A enviada especial do Secretário-Geral para a Região Africana dos Grandes Lagos seguiu, esta terça-feira, para a cidade de Goma no leste da República Democrática do Congo, RD Congo.

Mary Robinson cumpre o segundo dia da sua primeira viagem à região, antes de seguir para nações como o Ruanda, o Uganda, o Burundi, a África do Sul, além da sede da União Africana na capital etíope, Addis Abeba.

Discussão

Com as várias partes a enviada disse que deve abordar o Quadro de Paz, Segurança e Cooperação para a República Democrática do Congo e a Região dos Grandes Lagos, assinado com o apoio das Nações Unidas em fevereiro.

De acordo com Robinson, a intenção é auscultar e ter discussões francas com as autoridades e a sociedade civil sobre a implementação do acordo-quadro. Para ela, tal abordagem é importante pela atenção dada ao documento que considera “acordo de esperança.”

Contexto de Goma

A visita à capital provincial do Kivu Norte surge um dia depois do encontro mantido com o presidente congolês, Joseph Kabila, e com elementos do seu governo que disse terem mostrado disposição para aplicar o pacto.

A cidade de Goma alberga mais de 130 mil deslocados pela onda de violência que opôs o exército às forças rebeldes. Em novembro, o grupo M23, composto de soldados dissidentes do exército congolês avançou para o centro urbano.

Ações Concretas

A enviada disse ter abordado intensamente o texto do acordo no contexto Goma, após os acontecimentos de novembro. Segundo acrescentou, o diálogo também envolveu o M23 e a brigada internacional.

A ex-presidente da Irlanda e antiga alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, foi nomeada em março.

As Nações Unidas referem que, durante a deslocação, devem ser abordadas as formas de traduzir o acordo em ações concretas e de cooperação para o fim dos ciclos recorrentes de violência que assolam o leste do país africano.

*Entrevista concedida à Rádio Okapi, da Missão da ONU na RD Congo.

 

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