Angola deve investir US$ 5 milhões em mosquiteiros para prevenir malária

25 abril 2013

Unicef refere que doença é o principal problema de saúde e lidera as causas de morte no país; por ocasião do Dia Mundial da Malária, marcado a 25 de abril, OMS diz que África regista nove em cada 10 mortes devido à doença.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Angola prevê distribuir, este ano,  mosquiteiros impregnados com inseticida no valor de US$ 5 milhões para prevenir a malária. O anúncio foi feito pelo Fundo da ONU para a Infância, Unicef, no âmbito do Dia Mundial da Malária, assinalado neste 25 de abril.

A agência está envolvida na iniciativa em parceria com o Governo de Angola e com a Organização Mundial da Saúde, OMS.

Prevenção

A intenção é acelerar a prevenção, o controlo e o tratamento da doença através de uma cobertura universal num país, onde a malária é o principal problema de saúde e a primeira causa de mortes e faltas no trabalho e nas escolas.

Em 2011, quase 7 mil pessoas morreram devido à doença em Angola. Destas, cerca de 4 mil eram crianças menores de cinco anos. A Unicef destaca o fraco saneamento do meio e a insuficiência de unidades sanitárias como agravantes.

Positivos

No mesmo ano, mais de 3,5 milhões e meio de casos suspeitos de malária foram registados em 2011, sendo 45% positivos.

A nível africano, a OMS aponta progressos significativos na prevenção e no combate à doença nos últimos 10 anos, com uma diminuição de 33% das mortes. Durante o período, estima-se que foram evitados cerca de 1,1 milhões de casos fatais.

Esforços

A agência pede que sejam feitos esforços que incluem o aumento de fundos para garantir quantidades suficientes de mosquiteiros tratados com inseticida, testes rápidos e antipalúdicos.

Outras medidas incluem o reforço das medidas de saneamento do meio, da higiene, melhoria das parcerias público-privadas, bem como a sensibilização das famílias relativamente à malária.

Em África, ocorrem nove em cada 10 mortes devido à doença. A maioria das vítimas é composta por crianças menores de cinco anos.

 

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