Enviado especial à Síria quer mais ação do Conselho de Segurança
BR

19 abril 2013

Lakhdar Brahimi disse que órgão da ONU não tem mais tempo a perder com o que chamou da crise mais séria do mundo; ele negou rumores de renúncia.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O enviado especial da ONU e da Liga Árabe à Síria realizou uma reunião, a portas fechadas, com o Conselho de Segurança para discutir a questão da violência no país, que já matou mais de 70 mil pessoas.

Lakhdar Brahimi voltou a dizer ao Conselho de Segurança que a situação é “extremamente ruim” e que o órgão precisa colocar em prática as propostas que ele fez, e que foram aprovadas por todos os lados do conflito.

O enviado à Síria disse que o órgão sabe o que está acontecendo e que a crise no país é a mais séria do mundo. Para ele, caso o Conselho realmente acredite ser responsável pela paz e segurança, o órgão deve agir e fazer mais do que fez até agora.

Renúncia

Lakhdar Brahimi mostrou-se surpreso ao ser perguntado por uma jornalista sobre os rumores de que ele renunciaria ao posto.

Ele disse que não renunciou, e todos os dias ao acordar, pensa em renunciar, mas que não o fez até agora. Ele disse que talvez renuncie um dia, mas que todos saberão. Brahimi afirmou ainda que era a primeira vez que ouvia alguém dizer que ele ficaria no cargo por mais três meses somente.

Ao comentar o plano de paz para a Síria, ele disse que o país não precisa mais de um Plano Brahimi, mas sim de um Plano Síria. E afirmou que não consegue progredir com os sírios, mas que dentro do Conselho de Segurança, americanos e russo estariam avançando com o tema.

 

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