Pena de morte executada a 21 pessoas no início desta semana no Iraque

Pena de morte executada a 21 pessoas no início desta semana no Iraque

Em nota, alta comissária da ONU para os Direitos Humanos pede  processo transparente e que respeite o curso jurídico natural.

Mónica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Mais de 1,4 mil pessoas estão no chamado corredor da morte no Iraque, disse a  alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay.

Uma nota emitida pelo seu Escritório, em Genebra, refere que  33 pessoas foram executadas em março, tendo ocorrido 21 execuções somente no início desta semana.

Penas

Pillay deplorou a informação do Ministério da Justiça iraquiano apontando que outras 150 pessoas podem ter suas penas executadas nos próximos dias.

Em entrevista a jornalistas, nesta sexta-feira em Genebra, o porta-voz de Pillay, Rupert Colville, apontou para o que chama “sérias falhas no sistema de justiça do Iraque.”

Julgamentos

Segundo ele, muitas sentenças teriam sido decididas com base em confissões obtidas sob tortura e maus tratos, um Judiciário fraco e julgamentos que não utilizam os padrões internacionais.

Para a ONU, a aplicação da pena de morte sob estas circunstâncias é uma “negação da justiça”, uma vez que a punição com a pena não tem como ser revertida.

Processos

Somente no ano passado, ocorreram 129 execuções. Para a alta comissária da ONU, o processo tem que se tornar transparente e respeitar o curso jurídico natural.

Pillay encerrou a nota pedindo ao Iraque que suspenda a pena de morte e revise todos os casos, informando o nome dos condenados, as acusações que pesam contra eles, assim como o resultado dos processos.

*Apresentação: Eleutério Guevane.