Iraque pode executar 150 penas de morte nos próximos dias
BR

19 abril 2013

Anúncio do Ministério da Justiça foi condenado pela alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, que deplorou ainda a execução de 21 pessoas, no início desta semana, no país.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, condenou a decisão do Iraque de executar a pena capital a 21 indivíduos no país. As mortes ocorreram no início desta semana.

Em comunicado, Pillay deplorou a informação do Ministério da Justiça iraquiano de que outras 150 pessoas, que estão no chamado corredor da morte, podem ter suas penas executadas nos próximos dias.

Falhas

Em entrevista a jornalistas, nesta sexta-feira em Genebra, o porta-voz de Pillay, Rupert Colville, disse que há “sérias falhas no sistema de justiça do Iraque.”

Segundo ele, muitas sentenças teriam sido decididas com base em confissões obtidas sob tortura e maus tratos, um Judiciário fraco e julgamentos que não utilizam os padrões internacionais.

Para a ONU, a aplicação da pena de morte sob estas circunstâncias é uma “negação da justiça”, uma vez que a punição com a não tem como ser revertida.

Resultado

As Nações Unidas estimam que cerca de 1,4 mil pessoas tenham sido condenadas à pena de morte no Iraque. Somente no ano passado, ocorreram 129 execuções.

Para a alta comissária da ONU, o processo tem que se tornar transparente e respeitar o curso jurídico natural. Pillay encerrou a nota pedindo ao Iraque que suspenda a pena de morte e revise todos os casos, informando o nome dos condenados, as acusações que pesam contra eles, assim como o resultado dos processos.

 

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