Assembleia Geral quer fazer interagir instituições económicas mundiais

15 abril 2013

Presidente do órgão lembra singularidade do órgão ao dar a voz a cada nação por igual; Vuk Jeremic falava na abertura do debate sobre a ONU e a Governação Económica Global.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O presidente da Assembleia Geral defendeu que o órgão se torne um espaço para a maior interação entre várias instituições incluindo as financeiras e as de comércio.

Vuk Jeremic defendeu ainda a integração das 20 nações mais industrializadas do mundo, tendo destacado que deve ser com a participação do “G20,  e não de apenas vinte Estados-membros.”

Debate

O representante discursava, esta segunda-feira, em Nova Iorque, na abertura do debate “Nações Unidas e a Governação Económica Global.”

Jeremic disse que o órgão fornece uma plataforma de reflexão sobre preocupações comuns, bem como a troca de informações. Ele lembrou que a sua operação é a única baseada no princípio da igualdade soberana, em que é dada a voz a cada país do mundo por igual.

Rio de Janeiro

O representante lembrou que na Cimeira Mundial sobre o Clima, em Junho passado, no Rio de Janeiro, líderes mundiais encarregaram a Assembléia Geral de definir as metas de desenvolvimento sustentável. Segundo acrescentou, o órgão foi incumbido de propor opções para financiá-las e estabelecer um acordo intergovernamental viável para monitorar a sua implementação.

Falando à Rádio ONU, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, que participa no evento, reconheceu o papel da organização mas pediu mecanismos de justiça para deter a fraude e a evasão fiscal.

Representatividade

“O G20 é muito importante porque permite uma discussão mais focada mas, obviamente, nada pode em termos de representatividade substituir as Nações Unidas. É por isso, também, que estou aqui como participante em nome da União Europeia como parte do grupo a dar conta do que fazemos e a debater o assunto com representantes de toda a comunidade internacional.”

No seu pronunciamento, Jeremic disse que a proposta sobre o papel da Assembleia Geral não deve infringir qualquer prerrogativa estabelecida.

Esforços Multilaterais

Para ele, o órgão deve complementar os esforços multilaterais para estabelecer um "sistema mais inclusivo e participativo da governação económica global”, conforme um relatório recente do Secretário-Geral.

Sobre a agenda de desenvolvimento pós-2015, Jeremic pediu esforços renovados para garantir que as atividades dos principais agentes económicos internacionais sejam reforçadas mutuamente e completem as que ainda estão em curso.

 

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