Representante na Somália condena ataques que mataram dezenas
BR

15 abril 2013

Segundo agências de notícias, número de mortos teria subido para 30 após os atentados a bomba e de homens armados na capital do país, Mogadíscio; Augustine Mahiga disse que "despero de terroristas covardes não vai ofuscar processo de estabilização" do país africano.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

As Nações Unidas condenaram uma onda de ataques ocorrida no domingo em Mogadíscio, capital da Somália.

Segundo agências de notícias, pelo menos 30 pessoas teriam morrido em explosões de bombas e em ataques de homens armados, atribuídos ao grupo islâmico Al-Shabab.

Homens-bomba

Nesta segunda-feira, tropas da União Africana e policiais da Somália estão fazendo batidas em casas à procura dos autores dos atentados.

Os ataques foram realizados em várias partes da capital incluindo a sede do tribunal de justiça. De acordo com testemunhas, os homens-bomba invadiram as entradas do prédio e depois detonaram  o explosivo.

A outra explosão ocorreu numa rua lotada a caminho do aeroporto. Dois trabalhadores humanitários da Turquia teriam morrido no ataque.

Estabilização

Em nota, o enviado da ONU à Somália, Augustine Mahiga, juntou-se ao governo e aos somalis para condenar o que chamou de “atos sem sentido de terror.”

Mahiga enviou pêsames às famílas das vítimas.  Ele disse ainda que o progresso que foi alcançado com a estabilização da Somália não “será ofuscado pelo desespero” do que ele chamou de “terroristas covardes.”

A Somália acaba de empossar um governo federal após décadas sem um governo efetivo. Em 1991, o ex-ditador somali Mohammed Siad Barre deixou o poder, e o país do extremo leste da África ingressou num longo período de violência política.

Em agosto passado, a Somália inaugurou o primeiro Parlamento formal pondo fim à chamada fase de transição que havia começado em 2004, e o movimento islâmico Al-Shabab foi expulso da capital.

 

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