Somália: situação de segurança regista “melhorias tremendas”, diz ONU

11 abril 2013

Representante especial do Secretário-Geral no país pede contributo da comunidade internacional para reforçar setor de segurança; encontro sobre o assunto é realizado no próximo mês em Londres.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A situação de segurança registou melhorias tremendas com as novas autoridades na Somália, de acordo com o representante especial do Secretário-Geral no país, Augustine Mahiga.

O também chefe do Escritório Político da ONU na nação do Corno de África falava a jornalistas, esta quinta-feira, durante uma visita que efetuou à capital tanzaniana, Dar-es-Salaam.

Londres

O representante pediu  o apoio da comunidade internacional para reforçar o setor de segurança da Somália, durante um encontro sobre o tema a ser realizado em Londres, a 7 de maio.

Mahiga contou que a capacidade militar das milícias islamitas al-Shabaab, o principal grupo rebelde, tem sido dizimada. Segundo referiu, alguns combatentes têm abandonado as suas fileiras devido à baixa moral.

Especialidade

Para o representante, os elementos do al-Shabab estão fora da cidade e devem ser perseguidos e repelidos. Conforme referiu, a luta deve ser diferente do confronto frontal, sem que se esqueça que a “sua especialidade é o terrorismo e os atos de terror.”

Mahiga destacou que as medidas resultam da implantação de um Governo mais representativo e da expansão da sua influência para várias partes do país, além da capital Mogadíscio. O representante apontou ainda  que está em curso a implantação de estruturas administrativas ao longo do território nacional.

Missões Suicidas

Durante 22 anos, a Somália esteve sem um governo funcional na sequência da queda do presidente Ahmad Siad Barre. Desde então, o país foi marcado por confrontos envolvendo forças governamentais, milícias e rebeldes islamitas.

Mahiga apontou, entretanto, que ainda ocorrem ações de ataque e fuga aliados à “montagem de explosivos e o envio de missões suicidas” para a capital e para outras cidades do país.

Para ele, é necessário que o apoio dos países aos militares somalis resulte, não apenas na melhoria do trabalho com as forças da Missão Conjunta da ONU e da União Africana no país, Amisom, mas que se propicie a sua retirada.

 

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