Portugal sobe no ranking sobre bem-estar da criança, aponta relatório

10 abril 2013

Unicef diz que Produto Interno Bruto, PIB, aparentemente não afeta situação de menores; mas país ainda tem desafios como taxas de baixo peso ao nascer.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Portugal está posicionado em 15º. lugar do ranking sobre o bem-estar da criança nos 29 países mais ricos do planeta, revela um novo relatório do Fundo da ONU para a Infância, Unicef.

Em primeiro lugar aparecem países nórdicos como Noruega e Islândia. Já no final da lista estão Letônia e Romênia.

Relação Forte

A pesquisa, lançada esta quarta-feira, revela que o país europeu estaria na mesma situação de outras nações do continente como Grécia, Itália e Espanha.

No geral, o relatório indica que, aparentemente, não há uma relação forte entre o Produto Interno Bruto per capita e o bem-estar geral da criança.

Tratando-se de bem-estar, os portugueses superam os Estados Unidos, e  a República Checa está acima da Áustria, por exemplo.

Londres

A Rádio ONU falou com Kelsey de Sá, de 10 anos, em Londres. Ele nasceu na Inglaterra, mas os pais e avós são portugueses. O menino contou como é viver num país desenvolvido.

“Brinco com o meu iPad e, algumas vezes, jogo futebol na escola. Vejo Pokémon e outros jogos. (Quando crescer) Quero ser um piloto, engenheiro ou médico. Vejo todos os dias aviões a toda a hora na área, onde vivo (em Londres). Quero transportar  pessoas para outros sítios de férias. Para crianças de países pobres, gostaria que estudassem muito para que tivessem bons empregos e não sofressem no futuro”, disse. 

Matrículas

De acordo com o estudo “Bem-estar das Crianças em Países Ricos”, Portugal é o oitavo mais cotado na categoria de comportamentos e riscos para crianças. O país também está entre os cinco que registaram um aumento significativo nas taxas de matrículas escolares.

Segundo a pesquisa,  em Portugal menos de 5% dos jovens fumam.

O relatório destaca que menos de um em cada 10 jovens portugueses está envolvido no abuso de álcool. Uma situação semelhante à da  França, da Grécia e da Islândia.

Entretanto, os desafios de Portugal incluem a taxa de baixo peso ao nascer. Cerca de 8% dos bebés portugueses nascem abaixo da média normal. O mesmo ocorre com Grécia, Hungria e Estados Unidos.

Ainda em Portugal, um quarto das crianças passa privações e 15% delas vivem na pobreza.

 

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