Unesco e Angola cooperam na Educação, Ciência e Cultura

1 abril 2013

Agência da ONU diz que pretende apoiar o Governo Angolano na capacitação de quadros; país de língua portuguesa pretende reforço de laços.

Herculano Coroado, da Rádio ONU em Luanda.

A Directora-Geral da Unesco, Irina Bokova, disse em Luanda que a história recente de Angola, marcada pelo fim da guerra deve ser acompanhada com esforços no âmbito da promoção da igualdade e inclusão social.

As declarações de Irina Bokova foram feitas após a assinatura, na capital angolana, do acordo entre Angola e a agência das Nações Unidas. Espera-se  que seja regulada a cooperação entre a Unesco e o Estado Africano nos domínios de educação, ciência e cultura.

Após a assinatura do memorando a responsável da Unesco disse que o acordo pretende apoiar o Governo Angolano na capacitação de quadros. O objectivo é uma educação de qualidade nas universidades que propicie um desenvolvimento sustentável assente na justiça social.

Dignidade

Segundo Irina Bokova, é preciso preparar os jovens para enfrentar o mercado de trabalho, para que cada família angolana tenha o mínimo para viver com dignidade, em respeito aos direitos humanos. Daí a razão do presente acordo, o primeiro rubricado com um país africano.

“Primeiro porque me parece que Angola tem conhecimento e sabe quais são os desafios ou ideia. Não é suficiente ter apenas uma boa infras-trutura, de construir e ter somente esta construção, mas sim pelo desenvolvimento do seu capital humano; do seu povo para dar uma educação de qualidade. Ao se ignorar toda esta componente, não é possível avançar uma sociedade mais igual, uma sociedade mais inclusiva e mais coerente”, sublinhou

Cooperação

A representante da Unesco rubricou acordo com o secretário de Estado angolano das Relações Exteriores, Manuel Augusto, que sublinhou que este reforça a cooperação existente desde o início da independência de Angola em 1975.

"O engajamento de Angola com a Unesco tornou-se uma prioridade desde a nossa independência. Queremos acreditar e situar este acto singelo como o corolário desta colaboração que já leva algum tempo e que esperamos que venha ser reforçada com este acordo e, com todas as acções nele previsto para que Angola, para além de outros ganhos na área da educação, ciência e da cultura possa também destacar-se", revelou

 

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