França deve apresentar projeto de resolução a propor missão no Mali

28 março 2013

Embaixador do país junto das Nações Unidas revelou que  proposta deve seguir-se a consultas sobre a nação africana.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A França anunciou que deve apresentar, esta quinta-feira, um projeto de resolução sobre o envio de uma missão de estabilização ao Mali. As declarações foram feitas a jornalistas, em Nova Iorque, pelo embaixador do país junto das Nações Unidas, Gérard Araud.

O diplomata disse que a apresentação da proposta deve seguir-se a consultas a serem feitas durante um encontro sobre o país africano, a decorrer no Conselho de Segurança.

Operação

Segundo Araud, a primeira discussão sobre a possibilidade de uma operação de paz ocorreu, esta quarta-feira, numa reunião marcada pela apresentação do relatório sobre a situação do país pelo Secretário-Geral da ONU.

O embaixador sublinhou que o consenso sobre a ideia de avançar para uma missão de estabilização é acompanhado por uma série de questões que chamou legítimas. Tais perguntas, que ainda devem ser discutidas, incluem a situação em Bamaco e a avaliação de segurança.

Recuperação

As autoridades francesas apoiaram as forças malianas na recuperação de várias áreas do norte ocupadas por rebeldes islamitas, que controlavam a região após ofensiva iniciada há um ano. Cerca de 4 mil tropas estiveram envolvidas na operação iniciada em meados de Janeiro.

O subsecretário-geral para as Operações de Manutenção da Paz, Edmond Mulet, avançou a possibilidade do envio até julho deste ano. Falando a jornalistas durante a visita ao Mali, em meados deste mês, o representante destacou que qualquer força da ONU estaria limitada a se concentrar no apoio às autoridades malianas e na proteção de civis.

Apoio

Segundo considerou, a “soberania do Mali seria o principal objetivo do apoio internacional.” Para Mulet, a implementação da medida dependeria da aprovação do Governo do Mali e do Conselho de Segurança.

De acordo com a ONU, após a aprovação do órgão seriam necessários dois meses para implantar uma força no país da África Ocidental.

Em Dezembro, o Conselho de Segurança aprovou a Missão Internacional de Apoio ao Mali liderada por africanos, com a sigla Afisma.

 

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