Ocha aponta risco de grave carência alimentar na República Centro-Africana

28 março 2013

Escritório da ONU estima que mais de 80 mil pessoas enfrentam o problema; tomada do poder pela força, a 24 de março, tida como fator agravante da situação.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Escritório da ONU para Assistência Humanitária, Ocha, estima que mais de 80 mil pessoas devem enfrentar carência alimentar grave na República Centro-Africana.

Um estudo publicado, esta quinta-feira, aponta que a tomada do poder pela coligação de grupos armados Seleka, a 24 de Março, agravou a já difícil situação humanitária. O documento foi lançado na capital do país, Bangui, e em Genebra.

Confrontos

No total, 205 mil pessoas abandonaram as suas casas desde o início de confrontos entre os rebeldes e o governo em dezembro do ano passado. Mais de 32 mil africanos fugiram para as vizinhas República Democrática do Congo, dos Camarões e do Chade.

O escritório aponta a fragilidade da situação de segurança como obstáculo para a garantia de cuidados médicos e de outro tipo de assistência.

Hospitais

O Ocha diz que as instalações médicas da capital, Bangui, enfrentam dificuldades para lidar com o fluxo de feridos agravado pela falta de energia elétrica. Grande parte destes foram vítimas dos mais recentes confrontos.

O estudo também cita o encerramento de escolas em Bangui durante esta semana, a juntar-se à falta de acesso à educação de pelo menos 166 mil crianças.

Violência

O coordenador de ação humanitária na República Centro-Africana, Zakaria Maiga, pediu que as partes possam permitir que haja segurança na capital e em outras partes do país. O pedido realça a necessidade de abstenção de uma nova escalada de violência, ao respeito do Direito Internacional Humanitário e dos direitos humanos.

Com cerca de 13,5 mil crianças menores de cinco anos em risco de desnutrição aguda, o Ocha anunciou que vai rever o plano de resposta humanitária, que em meados deste mês estava orçado em US$ 129 milhões.

 

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