Dois sérvio-bósnios condenados a 22 anos de prisão por crimes na guerra dos Balcãs

27 março 2013

Mico Stanisic e Stojan Zupljanin são acusados de cometer crimes de guerra e contra a humanidade contra muçulmanos e croatas entre Abril e Dezembro de 1992.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia, Tpij, condenou esta terça-feira, dois sérvio-bósnios a 22 anos de prisão por crimes de guerra e contra a humanidade cometidos durante a guerra da Bósnia em 1992.

As penas aplicadas a Mico Stanisic e Stojan Zupljanin estão relacionadas à morte de muçulmanos e croatas durante o conflito dos Balcãs entre Abril e Dezembro.

Crimes

O Tribunal defende que, como ministro do Interior da Bósnia-Herzegovina, Stanisic detinha autoridade sobre todas as forças policiais e de segurança que “não investigaram atos criminosos para os quais poderiam ser punidos.”

Já Zulpjanin, antigo chefe de polícia na Região Autónoma da Krajina, foi tido como “peça-chave de crimes cometidos em cidades como Banja Luka.” O antigo oficial foi condenado por perseguição, tortura, tratamento cruel e desumano, deportações e assassinatos.

Controlo Sérvio

De acordo com o Tribunal, ambos contribuíram substancialmente para uma série de crimes cometidos em regiões bósnias sob o controlo sérvio.

O órgão indiciou Mico Stanisic em 1999 e 2005. Stojan Zulpljanin foi detido pelas autoridades sérvias e levado para a Unidade de Detenção do Tribunal em junho de 2008.

 

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