FAO revela impacto de redes mosquiteiras na saúde e produção pecuária

27 março 2013

Agência aponta aumento em até o triplo da produção leiteira no Quénia;  celebrada redução significativa de doenças devido à mosca tsé-tsé, aos carrapatos ou mordidas de insetos nocivos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, mencionou uma série de benefícios do uso de redes mosquiteiras impregnadas com inseticida para proteger o gado.

Em comunicado, a agência destaca o aumento, em até o triplo, da produção de leite em propriedades no Quénia após a aplicação de redes para proteger abrigos de animais e contentores de resíduos.

Doenças

Um projeto implementado em Kisii, situado nas terras altas do oeste, resultou na diminuição de casos de doenças transmitidas por mosquitos em humanos.

A iniciativa, implementada pela FAO, teve impacto em infeções causadas pela mosca tsé-tsé, pelos carrapatos e pela mordida de outros insetos nocivos.

Doença do Sono

A mosca tsé-tsé transmite a tripanossomíase, que causa a morte de 3 milhões de cabeças de gado bovino. Na África Subsaariana, os prejuízos económicos são orçados em mais de US $ 4,5 mil milhões por ano.

Quando transmitida aos seres humanos, a enfermidade é mais conhecida como “doença do sono”, e pode ser fatal quando não tratada. Cerca de 30 mil pessoas são contaminadas anualmente no continente.

Vetores

A agência destaca a segurança ambiental das redes e aponta a redução em 90% do número de moscas, mosquitos e de outras doenças de transmissão por insetos vetores. O projeto é parte de uma estratégia mais ampla para melhorar a saúde animal nas áreas mais afetadas por doenças tropicais.

Malária

A falta de higiene durante a ordenha foi reduzida pela metade em propriedades leiteiras de pequenos agricultores, graças a medidas básicas de higiene com vista a reduzir as doenças nas suas vacas.

Como reflexo do uso das redes mosquiteiras, a FAO aponta que agricultores mencionaram uma redução de  40% dos casos de malária nas famílias. Os quenianos dizem sofrer frequentemente da doença, mesmo desconhecendo  as verdadeiras causas, observa a agência.

 

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