Ban condena derrube do governo na República Centro-Africana

25 março 2013

Secretário-Geral  aponta acordos de Libreville como quadro mais viável para assegurar  paz duradoura e estabilidade no país; ONU anuncia evacuação de pessoal não essencial da capital, Bangui.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral, Ban Ki-moon, condenou a tomada de poder inconstitucional na República Centro-Africana ocorrida neste domingo.

Agências noticiosas dizem que centenas de rebeldes Séléka entraram na capital Bangui, na sequência de combates com forças governamentais como parte da rebelião iniciada em dezembro.

Aliança

As informações das agências referem ainda que o presidente François Bozizé não foi encontrado no seu palácio, após ter sido invadido pela aliança de três grupos armados que o acusa de não honrar o acordo de paz.

Em nota, Ban reitera a validade dos acordos de Libreville, negociados pelos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Central. Para o Secretário-Geral, o pacto continua a ser o quadro mais viável para assegurar uma paz duradoura e a estabilidade no país.

Agravamento

Nesta segunda-feira, a ONU anunciou a evacuação do pessoal não essencial da capital do país, devido ao que chama “contínuo agravamento da situação de segurança após a tomada de controlo do governo por forças rebeldes.”

Os funcionários devem ser temporariamente transferidos para a capital dos Camarões, Yaoundé. A organização anunciou o saque e a danificação de equipamento e de produtos de assistência de várias agências da organização.

Segurança Imprevisível

Falando de Bangui, a funcionária do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, Amy Martin, disse que situação de segurança era imprevisível.

Segundo referiu, apesar do recolher obrigatório imposto pelas autoproclamadas novas autoridades, podia ser ouvidos tiros esporádicos e, por vezes intensos, nos subúrbios de Bangui.

Saque

Para a interlocutora, não é seguro continuar as operações pela falta de casas, eletricidade, água.  Segundo acrescentou, os escritórios foram saqueados e a segurança era relativa, esperando-se que venha a melhorar em breve.

O Ocha aponta que a situação humanitária dos cerca de 1,5 milhão de pessoas que carecem de assistência poderá agravar com a insegurança e se não for autorizado o acesso dos trabalhadores humanitários aos afetados.

Violações

Na sua nota, Ban Ki-moon disse estar profundamente preocupado com relatos de graves violações dos direitos humanos, tendo ressaltado que os autores serão responsabilizados.

O Secretário-Geral apelou à calma e ao respeito do Estado de Direito no país. Ele disse que a sua representante especial para a República Centro-Africana deve continuar a trabalhar em estreita colaboração com os seus parceiros para ajudar a resolver a crise.

Além de envolver a ONU e a Comunidade Económica dos Estados da África Central, a União Africana integra os esforços para resolver a crise no país.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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