Ban quer cooperação da Síria para investigação sobre armas químicas

21 março 2013

Pedido do Secretário-Geral foi feito tanto ao governo como à oposição; chefe da ONU anunciou que medida segue-se a uma solicitação das autoridades do país do Médio Oriente.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.*   

O Secretário-Geral pediu a cooperação do governo e da oposição da Síria no âmbito da investigação sobre o possível uso de armas químicas no país, a ser levada a cabo pela ONU.

Ban Ki-moon pediu acesso total a todas as áreas, nesta quinta-feira, em Nova Iorque, após anunciar a decisão tomada na sequência de um pedido das autoridades sírias.

Alegações

O chefe da ONU explicou que as autoridades de Damasco solicitaram a criação de uma comissão independente e imparcial para investigar as alegações sobre o uso de armas químicas.

Ban disse estar ciente de outras alegações de casos similares sobre o uso do material, tendo declarado que o uso das armas é um crime contra a humanidade.

No seu pronunciamento, o Secretário-Geral disse que decorre o acerto dos detalhes para a investigação com a Organização para a Proibição de Armas Químicas e a Organização Mundial da Saúde.

Alepo

De acordo com agências de notícias, a primeira alegação de um ataque com armas químicas na província de Alepo, uma das principais cidades do país, foi feita pela agência noticiosa oficial síria, Sana.

Segundo as informações, teria ocorrido “lançamento de um foguete contendo substâncias químicas” atribuído ao são denominados “terroristas”. O incidente teria provocado 16 mortos, e o número teria subido para 31.

Vítimas

Conforme os relatos, comandantes rebeldes teriam acusado as forças do governo de realizar ataques que deixaram as vítimas com dificuldade para respirar e manchas na pele.

O Secretário-Geral declarou que os dois anos de conflito levaram o país ao caos extremo com “terríveis consequências para a população”. A ONU estima que 70 mil pessoas teriam morrido, após o início dos protestos antigovernamentais.

Conflito

Com o agravamento da situação, Ban disse que a preocupação da comunidade internacional está com a segurança dos estoques de armas químicas, como também, com a possibilidade do uso do material pelos dois lados do conflito.

O Secretário-Geral enfatizou que a responsabilidade principal do governo sírio é garantir a segurança das armas. Ban Ki-moon disse ter enviado duas cartas ao presidente Bashar al-Assad a mencionar a questão.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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