Em Angola, OMS pede prioridade na gestão para reformas na saúde

20 março 2013

Agência defende que mudanças políticas devem reforçar o setor; líderes do país debatem o tema com representantes da sociedade civil e parceiros da área na cidade de Benguela.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, pediu que a reforma do setor de saúde priorize a gestão, a prestação de contas e a clareza nas relações institucionais.

As declarações foram feitas na cidade angolana de Benguela, pelo diretor dos Serviços e Sistemas de Saúde da Sede da OMS em África, Bokar Touré.

Parceiros

O representante participa na Conferência Nacional sobre a Reforma do Setor da Saúde, que decorre até ao dia 23 de Março. O encontro reúne parlamentares, membros do governo angolano, ONG’s e outros parceiros incluindo a representação das Nações Unidas.

De acordo com Touré, as mudanças devem concentrar-se na melhoria da eficiência no uso dos recursos disponíveis em serviços que sejam caracterizados pela eficácia de custos.

Ambiente Sustentável

Um outro fator apontado é que as reformas sejam apropriadas pelos países, com vista ao acesso de todas as populações aos serviços. Touré defendeu a necessidade de criar um ambiente sustentável, para que as mudanças sejam baseadas em aspirações e necessidades das populações.

Para o representante, as mudanças políticas devem reforçar as reformas da saúde, e não prejudicá-las ou distorcer os seus objetivos.

Exemplos

O Brasil foi destacado como um dos exemplos de países que introduziram paulatinamente as reformas.

Por outro lado, nações como o Gana, a Zâmbia, o Malawi e a Etiópia também serviram para ilustrar aspetos como a falta de uma ampla avaliação das mudanças, o papel de grupos de interesses opostos ou ainda a oferta de pacotes mínimos de Saúde.

 

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