ONU reage à rendição de oficial congolês acusado de recrutar menores

19 março 2013

Bosco Ntanganda teria se entregado à Embaixada dos Estados Unidos em Kigali, Ruanda; militar, que pertence ao grupo rebelde M23, era procurado pelo Tribunal Penal Internacional desde 2006; ele é acusado de utilizar crianças-soldado, mas nega acusações.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado para os Direitos Humanos saudou a notícia sobre a  rendição do general congolês, Bosco Ntanganda.

Agências noticiosas informam que, após passar sete anos foragido, o antigo oficial congolês entregou-se, nesta segunda-feira, à Embaixada dos Estados Unidos em Kigali, a capital do Ruanda.

Acusações

Em 2006, Ntaganda foi indiciado pelo Tribunal Penal Internacional, TPI, pelo recrutamento e uso de crianças-soldado durante o conflito ocorrido na República Democrática do Congo, RD Congo, entre 2002 e 2003. Ele nega as acusações.

Falando a jornalistas, em Genebra, a porta-voz do Alto Comissariado, Cécile Pouilly, destacou que a entidade já se havia pronunciado regularmente sobre a necessidade de justiça para líderes do grupo M23. Os rebeldes são elementos dissidentes do exército congolês.

Impunidade

A Missão da ONU na RD Congo, Monusco, disse esperar que a transferência de Ntanganda para o Tribunal, baseado em Haia, marque o fim da impunidade.

Os elementos do M23 amotinaram-se em abril do ano passado, sob a liderança de Bosco Ntaganda.

Os crimes, de que é acusado, teriam ocorrido no norte e sudeste do país da região africana dos Grandes Lagos.

 

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