Mali continua em situação de emergência alimentar, diz Cousin

18 março 2013

Chefe do Programa Mundial de Alimentação, PMA, encerrou viagem ao  país e ao Burkina Fasso este domingo; violência e secas levaram à fuga de 270 mil pessoas; PMA quer atender 2 milhões de pessoas este ano.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O povo do Mali continua a necessitar de ajuda humanitária e de comida. A afirmação é da diretora executiva do Programa Mundial de Alimentação, Ertharin Cousin.

A representante encerrou uma viagem oficial, de cinco dias, ao Mali e ao Burkina Fasso neste domingo. Cousin contou que o conflito maliano e os ciclos de secas, que afetaram as colheitas, levaram 270 mil pessoas no Mali a fugir das suas casas.

Crianças

A chefe do PMA afirmou que a crise ainda não acabou e o sofrimento continua, uma vez que ainda não é seguro o retorno de  muitos malianos ao norte do país.  Cousin pediu apoio para as crianças que ainda necessitam de assistência alimentar.

Na viagem, a representante visitou a cidade de Mopti, no centro do Mali, considerada o portão de entrada para o norte. O PMA usa a rota para eviar alimentos, por barcos, para Timbuktu. Desde o início do conflito entre rebeldes islamitas e tropas do governo, a região ficou isolada do resto do Mali. E a situação continua delicada em algumas áreas.

Mais de 170 mil malianos fugiram para os países vizinhos: Burkina Fasso, Mauritânia e Níger. Com isso, o PMA decidiu fazer parcerias para distribuir alimentos às quatro nações.

Merenda

A chefe do PMA disse que a comunidade internacional deve intensificar os seus esforços para ajudar os malianos, especialmente após a seca ocorrida na região do Sahel, no ano passado.

Cousin finalizou apontando para o que chamou dupla ameaça no Sahel primeiro, a instabilidade causada por um conflito, que obriga os refugiados a cruzar as fronteiras, e depois, a fome crónica causada pelos ciclos de seca e baixas colheitas.

O PMA informou que pretende atender mais de um milhão de pessoas este ano no Mali e cerca de 1 milhão no Burkina Fasso. Entre as ações estão a distribuição de senhas alimentares, fornecimento da merenda escolar e formação.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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