Conferência adota medidas para combater declínio de madeira
BR

15 março 2013

Evento trienal sobre vida selvagem também decidiu proteger espécies marinhas da exploração descontida.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Representantes de cerca de 170 governos decidiram aprovar uma série de medidas para proteger espécies da fauna e da flora em todo o mundo.

Durante o encontro da Conferência sobre Vida Selvagem, em Bangcoc, na Tailândia, foram acordadas ainda soluções para combater a exploração descontida de espécies marinhas e de madeira.

Tartarugas Marinhas

O evento trienal é organizado pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvangens sob Risco de Extinção, Cites. O objetivo é assegurar que os produtos florestais e da madeira sejam comercializados de formas legal e sustentável.

Além de centenas de novas espécies de madeira sob controle da Cites, passaram à lista de proteção tartarugas marinhas e uma série de animais e plantas silvestres. A organização também listou cinco espécies de tubarão, e arraias.

Entre os países participantes, o Brasil submeteu uma proposta para listar três espécies de tubarões-martelo. A espécie pode ser encontrada em águas quentes e mares tropicais, o peixe é comercializado por causa de suas barbatanas.

Comércio de Marfim

Ao apresentar a sugestão, o Brasil falou sobre a queda da população deste tipo de tubarão, o que tem sido registrado em várias áreas. A proposta brasileira foi acatada com 91 votos a favor, 39 contra e 9 abstenções.

Ao todo, foram aprovadas 55 propostas na Convenção, entre elas a proteção de abatimento de elefantes e rinocerontes para o comércio de marfim e chifres.

O movimento de instrumentos musicais à base de madeira entre fronteiras também foi tratado no encontro. Ficou decidido que músicos e grupos que viajem com estes instrumentos terão que obedecer alguns regulamentos. Entre a madeira citada está a o jacarandá brasileiro, e outras espécies listadas pela convenção.

Chitas

Os participantes do encontro também pediram a organização de seminários nacionais sobre a situação dos grandes felinos da Ásia. Pela proposta, deverá haver mais cooperação para instaurar inquéritos e processar crimes relacionados à vida selvagem a região.

Por um outro acordo, serão realizados estudos sobre as chitas para determinar a melhor forma de ligar com o mercado ilegal dessas espécies.

Foi decidido ainda que 3 de março será o Dia Mundial da Vida Selvagem. E o próximo encontro do grupo será realizado na África do Sul em 2016.

 

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