Angola e Moçambique destacam obstáculos na aplicação da lei nas rodovias

15 março 2013

OMS destaca fatores de risco para segurança no trânsito; autoridades dos dois países reconhecem lacunas em estudo global que envolveu autoridades da área.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A variante da aplicação da lei é um dos obstáculos para que seja garantida maior segurança rodoviária em Angola e Moçambique.

Em entrevista à Rádio ONU, a assessora da Organização Pan-Americana da Saúde, Eugênia Maria Rodrigues, chamou a atenção para um estudo global que envolveu autoridades dos dois países africanos de língua portuguesa.

Bebés

“A nota que o próprio país (Moçambique) deu foi 1, quando aplica a lei. Perguntamos se controla o transporte de crianças de forma segura e em cadeiras adequadas e o uso de capacetes, também em Moçambique, a nota foi apenas 3. Angola, também por alguns fatores a aplicação da lei, de 0 a 10 a nota é 4 - muito baixa. Para  o controlo de velocidade 5 e para questões como a de bebés de Angola temos um número de mortes, mas não o saldo total”, disse.

As declarações foram feitas na sequência do lançamento do Relatório do Estado Global sobre a Segurança nas Estradas 2013.

Mortes

O estudo revela que o continente africano apresenta o maior risco de mortes nas rodovias, com a perda de 24,1 pessoas em cada 100 mil habitantes.

Apesar do facto, o informe defende que apenas 28 países, que representam 7% da população mundial, têm leis abrangentes de segurança nas estradas abordando o estado de embriagues, a alta velocidade, o uso do cinto de segurança ou de assentos para menores, ou ainda o uso de capacetes por motociclistas.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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