Portugal e Cabo Verde caem no Índice de Desenvolvimento Humano

14 março 2013

País europeu teve queda de três postos contra um de Cabo Verde; Moçambique é o pior colocado entre países de língua portuguesa; lista é liderada pela Noruega, Austrália e Estados Unidos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Grande parte dos países de língua portuguesa manteve os seus posicionamentos no mais recente Índice de Desenvolvimento Humano à exceção de Portugal e Cabo Verde.

De acordo com o Relatório sobre o Desenvolvimento Humano de 2013, Portugal caiu três postos para o lugar 43, enquanto Cabo Verde perdeu uma posição do ranking para a 132ª.

Políticas

O  economista-chefe para África do Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, Pedro Conceição, disse haver uma série de progressos em países lusófonos que contribuíram para o  desempenho.

Relativamente aos países africanos de língua portuguesa, Angola conservou o lugar 140 e São Tomé manteve-se na posição 144. Já a Guiné-Bissau posicionou-se em 176º , com Moçambique no lugar 185, o pior dos países lusófonos.

Petróleo

“Em Angola, a um crescimento económico que o país tem registado, ligado em grande medida aos recursos e, particularmente, ao petróleo. No caso de Moçambique, o crescimento que estado a existir ao longo dos dez anos ainda não reflete as descobertas de recursos, mas melhorias no desempenho da economia nos últimos anos”, referiu.

O estudo, lançado nesta quinta-feira, destaca a manutenção do posicionamento do Brasil em 85º lugar. O facto de companhias do país figurarem entre os maiores empregadores em Angola é referido na pesquisa.

Crise Política

Os efeitos da crise política guineense e o seu impacto no posicionamento do país, nos últimos anos, foram igualmente destacados por Pedro Conceição.

“A posição da Guiné-Bissau no índice mantém-se essencialmente a mesma em relação ao ano passado. Nos últimos tem havido algum decrescimento da posição o país no ranking dada à instabilidade política. O potencial do comércio externo do país é um dos fatores, portanto, a instabilidade política não tem sido amiga da economia da Guiné-Bissau”, contou.

Noruega

O documento destaca a cooperação que envolve o Brasil, o Japão e Moçambique na potenciação da agricultura como um dos exemplos do sucesso da Cooperação Sul-Sul.

O topo do índice é ocupado pela Noruega, pela Austrália e pelos Estados Unidos. Em África, a Líbia no 64º lugar,  registou a pior queda ao descer 23 posições. A guerra civil e as dificuldades na política de coesão pós-conflito são tidas como as principais determinantes.

 

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