Portugal menciona prática da mutilação genital feminina por migrantes

8 março 2013

Em entrevista à Rádio ONU, Secretária de Estado para Assuntos Parlamentares e da Igualdade, disse que pelo menos 12 comunidades levariam a cabo a prática incluindo da Guiné-Bissau.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*    

Portugal anunciou a realização de um estudo sobre a prática da mutilação genital feminina no país, a ser iniciado este mês.

Em entrevista à Rádio ONU, a secretária para Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Teresa Morais, disse que a prática é um crime punido com prisão no país, ao anunciar a identificação da instituição que deve fazer a pesquisa.

Entidades

“Fazer um inquérito, com uma mostra expressiva, que nos permita perceber qual é a dimensão do problema. Sem bem que haverá sempre dificuldades na execução deste inquérito por causa do secretismo e do silêncio com que a questão é escudada neste momento. Estamos a fazer, neste momento, um aviso de lançamento, para em março o estudo poder ser lançado a concurso público. E veremos depois quem são as universidades, as entidades que se candidatam à elaboração deste estudo.”

O governo português defende que pelo menos 12 comunidades migrantes no país praticariam a mutilação genital feminina, o que incluiria também migrantes da Guiné-Bissau.

A Fundação para a Ciência e Tecnologia de Portugal também estará envolvida no estudo.

Teresa Morais esteve em Nova Iorque, até esta quarta-feira, a participar na 57ª. Sessão do Comité sobre o Estatuto das Mulheres. De acordo com a ONU, até 140 milhões de raparigas no mundo são vítimas da mutilação.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud