Angola fala de política para garantir “igualdade plena de género” até 2017

Angola fala de política para garantir “igualdade plena de género” até 2017

Em entrevista à Rádio ONU, em Nova Iorque, a ministra da Família e da Promoção da Mulher revelou que condições sociais devem aumentar a participação feminina na liderança.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Angola acredita que deve efetivar a igualdade plena de género nas posições de decisão nos próximos quatro anos.

A ministra angolana da Família e da Promoção da Mulher, Filomena Delgado, disse à Rádio ONU, em Nova Iorque, que uma série de medidas é implementada para o efeito no país.

Cotas

“Estamos a trabalhar numa política de igualdade de género para podermos, até o próximo mandado, em 2017, ter a igualdade plena entre os sexos. A nossa constituição advoga a paridade em termos de igualdade entre homens e mulheres e o nosso trabalho vai todo para esse sentido. Claro que não é só colocar apenas mulheres nos lugares de decisão, mas essas ações serão contempladas com políticas públicas de índole social para fazer com que estas tenham o empoderamento económico-social e daí participar no desenvolvimento, sem que tenhamos que recorrer outra vez a cotas”, referiu.

Comité

A situação da mulher angolana é apresentada pela ministra, esta quinta-feira, na 57ª. Sessão do Comité sobre o Estatuto da Mulher, na sede das Nações Unidas.

Filomena Delgado defende, entretanto, que sejam criadas condições sociais para aumentar a participação feminina na liderança.

Dificuldades

 “Neste momento, temos consciência que estamos em falta em relação às metas preconizadas de 50%. Estamos em volta dos 30% em todos os órgãos de decisão à exceção da Assembleia que já temos em volta de 40%. De resto está tudo à volta dos 29% e 30%. A nível dos escalões do governo central, das administrações e no setor privado há, também, algumas dificuldades.”

De agordo com Delgado, as autoridades trabalham com mulheres de zonas rurais com vista à sua ascensão “académica e profissional, além de ações sobre empreendedorismo e a financiamentos coordenadas com parceiros.”

Modernização

Já para os centros urbanos, prevê-se um apoio focalizado na proteção estatal para reduzir taxas de emprego informal.

À margem do evento, a governante anunciou a campanha “Unidos para Pôr Fim à Violência”. A iniciativa também forma elementos da polícia, militares e conselheiros para lidar com o fenómeno, como parte dos esforços de modernização da abordagem sobre a violência contra a mulher no país.