OIT afirma que assédio sexual no trabalho é uma forma de agressão
BR

7 março 2013

Agência da ONU diz que problema atinge até metade das trabalhadoras na Uniao Europeia e 40% na Ásia-Pacífico; ações de combate estão presentes em países como Brasil, Angola, África do Sul, Índia e China.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Internacional do Trabalho alertou que o assédio sexual no trabalho é uma “forma perturbadora de agressão.”

Segundo a OIT, dados da ONU mostram que até 50% das trabalhadoras sofrem com tentativas de contato físico, sexual, comentários e outras formas de assédio na União Europeia. Já na região Ásia-Pacífico, o índice chega a 40%.

Programas

Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a organização afirmou que tem programas de parceria implementados em vários países para combater esse tipo de violência.

Um deles é no Brasil, como também, em Angola, África do Sul, Índia e China. Outros dois países que contam com a ajuda da OIT são Bangladesh e Sri Lanka.

Profissões

A diretora do departamento de igualdade de gêneros da OIT, Jane Hodges, afirmou que o assédio sexual e outras formas de abuso acontecem em todas as profissões e setores e atingem mulheres e homens.

Segundo Hodges, o maior problema é que muitas mulheres não denunciam os casos com medo de perder o emprego. O custo desse assédio pode ser visto num aumento do estresse e dos acidentes de trabalho, além da perda de motivação.

Para a representante da OIT, parte do desafio é mudar a atitude. Hodges afirmou que muitos descartam a ação como “um momento de diversão” mas, ela disse, que o assédio sexual causa danos em vários níveis.

 

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