Autoridades e sociedade civil querem deter doenças diarreicas em Angola

5 março 2013

Estimativas apontam registo anual de até 2 milhões de casos da doença; um terço das vítimas são menores de cinco anos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Milhares de crianças continuam a morrer devido às doenças diarreicas em Angola, aponta o Fundo da ONU para a Infância, Unicef.

O acesso deficiente à água tratada “em quantidade, qualidade e saneamento adequados” é tido como fator por detrás das enfermidades. A agência cita estimativas das autoridades apontando que entre 1,4 milhão a 2 milhões de casos registados anualmente.

Populações

A partir desta terça-feira, um evento na capital, Luanda, vai avaliar ações comunitárias ligadas ao saneamento. A ideia é melhorar a oferta de água potável e do saneamento para as populações.

Cerca de 23% da mortalidade infantil no país é causada por doenças diarreicas, declaram as autoridades, que defendem que um terço das vítimas é composto por menores de cinco anos.

Epidemias

O ambiente sanitário do país é considerado propício a epidemias de cólera e doenças de transmissão feco-oral como a diarreia, a pólio e a febre tifoide.

O debate Sobre Monitoria e Avaliação do Saneamento Total Liderado pela Comunidade e Escolas” envolve autoridades de cinco províncias e a sociedade civil. O Unicef apoia a iniciativa, ao lado da União Europeia e do Fundo para os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio.

 

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