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Portugal diz que Síria tem que responder sobre violência política

País defende, no Conselho de Direitos Humanos, resolução para combater impunidade na nação árabe e diz que situação na Síria deve ser prioridade do órgão; portugueses são candidatos a assento para o triênio 2015-17.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

Portugal quer que o Conselho de Direitos Humanos da ONU aprove uma resolução pedindo o fim do que chamou de “impunidade” sobre a violência na Síria.

A afirmação foi feita, nesta quinta-feira, durante um encontro de alto nível na nova sessão do Conselho, aberta no início desta semana.

Prestação de Contas

Segundo o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Luís Brites Pereira, o órgão da ONU precisa incentivar a prestação de contas na Síria.

“Consideramos prioritário que esta sessão do Conselho dos Direitos Humanos aprove uma resolução sobre a Síria com uma firme responsabilização dos autores à violação dos direitos humanos e Direito Internacional Humanitário. Esperamos também que esta resolução seja aprovada, pela primeira vez por consenso demonstrando a unidade e o firme compromisso de todos neste conselho na condenação da barbárie na Síria”, disse.

Comunidade Internacional

Os combates entre tropas do governo e membros da oposição já mataram pelo menos 70 mil pessoas desde março de 2011.

Portugal é candidato a um assento no Conselho de Direitos Humanos para o triênio 2015-2017.

Brites Pereira  disse que a atenção do Conselho deve estar voltada para o que chamou de “violação sistemática dos direitos humanos e a deterioração da situação humanitária na Síria.”

Ele encerrou o discurso lembrando o sofrimento de milhões de sírios e a perda de vidas inocentes, e chamou a atenção da comunidade internacional para garantir que os responsáveis pelos crimes sejam levados à justiça.

Assista ao vídeo do discurso.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.