África subsaariana é das regiões mais afetadas pela perda de audição

27 fevereiro 2013

OMS lança estudo sobre a prevalência da perda auditiva; 32 milhões de afetados, em todo o mundo, têm menos de 15 anos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A África Subsaariana apresenta uma das maiores prevalências de perda de audição incapacitante, ao lado das regiões do Sul da Ásia e da Ásia e Pacífico, refere um estudo lançado esta terça-feira.

A pesquisa foi divulgada no âmbito do Dia Internacional do Cuidado Auditivo, a ser assinalado a 3 de Março. A Organização Mundial da Saúde, OMS, estima que 360 milhões de pessoas sofrem com o problema a nível global.

Cuidado Auditivo

Falando à Rádio ONU; de Genebra, a médica da OMS, Regina Ungerer defendeu medidas de prevenção para centros urbanos, onde disse haver grande exposição a riscos de perda auditiva.

Cidades

“Não estando perto de barulhos que sejam acima de 80 a 90 decibéis, uma frequência que começa a prejudicar a audição. Temos que estar numa faixa sempre abaixo disso. No entanto, a gente vive em cidades com muitos ruídos, sons muito elevados, com construções civis, carros, buzinas, metalúrgicas e com som de mp3 e Ipod que de uns 15 anos para cá todo o mundo tem estado com esses aparelhos nos seus ouvidos. Tudo isso tudo, em conjunto, pode ser um dos fatores que vai provocar a surdez”.

A agência aponta que 32 milhões de crianças menores de 15 anos estão afetadas, sendo as infeções do ouvido a principal causa da deficiência, especialmente em países de baixas e média renda.

Envelhecimento

A OMS refere, ainda, que com o envelhecimento mundial da população há mais casos de perda de audição. Um em cada três idosos com mais de 65 anos convive com a condição, no que corresponde a 165 milhões de pessoas em todo o mundo.

A insuficiência  de aparelhos auditivos para pessoas com o problema é tida como um desafio, numa altura em que a produção de aparelhos para o efeito satisfaz a uma em cada dez pessoas.

Aparelho

Nos países em desenvolvimento, menos de uma em cada 40 pessoas que precisam de um aparelho auditivo tem acesso. A transferência de tecnologia é tida como forma garantir que mais aparelhos auditivos cheguem aos países em desenvolvimento.

Doenças infecciosas como rubéola, meningite, sarampo, papeira são tidas como as que mais podem levar à perda auditiva. A vacinação pode evitar a maioria das doenças podem ser prevenidas através da vacinação.

Doenças

Além da exposição ao ruído excessivo, as causas comuns da perda auditiva incluem lesões no ouvido ou na cabeça, envelhecimento, causas genéticas e medicamentos que podem prejudicar a audição.

São igualmente referidos problemas durante a gravidez e no parto, como infeção por citomegalovírus e sífilis.

Metade dos casos de perda de audição é facilmente evitável, destaca a OMS que aponta ainda à possibilidade de tratamento em caso de diagnóstico precoce e intervenções adequadas como aparelhos auditivos cirurgicamente implantados.

 

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