EUA e Rússia abordam conflito sírio no Conselho de Direitos Humanos

26 fevereiro 2013

Washington deve apoiar a extensão do mandato da Comissão Independente de Investigação por mais um ano; Moscovo fala de cooperação com o Governo e com a oposição do país do Médio Oriente.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A necessidade de resolução do conflito sírio, que opõe o governo e a oposição, foi tema saliente dos discursos proferidos pelos Estados Unidos e pela Rússia, nesta terça-feira, no Conselho de Direitos Humanos.

Os dois países integram o Grupo de Ação sobre a Síria, ao lado da China, da França e da Grã-Bretanha na sua qualidade de membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

Liga Árabe

O coletivo também envolve nações representantes da Liga Árabe, como o Iraque, o Kuwait e o Catar, além da Turquia, das Nações Unidas e da União Europeia.

A sessão do órgão decorre, em Genebra, num momento em que agências noticiosas dizem que a oposição teria aceitado tomar parte numa cimeira internacional sobre o país a ser realizada no próximo mês, em Roma.

Trabalho Incompleto

Falando no Conselho, a subsecretária de Estado norte-americana para Organizações Internacionais, Esther Brimmer, disse que o trabalho do órgão continua incompleto com a persistência de ataques a civis inocentes. Brimmer atribuíu os atos ao regime do presidente Bashar al-Assad.

Segundo referiu, os Estados Unidos devem apoiar a extensão do mandato da Comissão Independente de Investigação na Síria, por mais um ano, na presente sessão do Conselho, que termina a 22 de Março.

Solução Pacífica

Já a Rússia disse estar convencida da possibilidade de uma solução pacífica para a Síria. As Nações Unidas estimam que 70 mil pessoas podem ter morrido desde o início dos protestos, há quase dois anos.

O vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Gennady Gatilov, disse que o seu país continua a cooperar a esse respeito tanto com o Governo como com a oposição.

A Rússia disse ter expectativa de que o Grupo de Ação sobre a Síria, venha a assumir “de forma consciente e consolidada” a implementação das abordagens formuladas em conjunto pelas partes integrantes.

 

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