Conflito no Mali ditou encerramento de 115 escolas

22 fevereiro 2013

Unicef refere que 700 mil crianças ficaram fora dos estabelecimentos de ensino; estudo da ONU aponta ocorrência de abusos dos direitos humanos e recrutamento de crianças-soldado.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova Iorque.*   

Pelo menos 115 escolas foram encerradas na sequência da violência no norte do Mali, revelou esta sexta-feira o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Devido à crise, iniciada há mais de um ano, mais de 700 mil crianças ficaram fora das escolas do país, e estima-se que outras 200 mil não tenham tido nenhum acesso à escola, defende a agência.

Rebeldes

A necessidade urgente de se reconstruir os estabelecimentos de ensino, formar professores e fornecer material escolar foi salientada pelo Fundo.

No mês passado, várias cidades do norte anteriormente controladas por insurgentes islamitas foram recuperadas por tropas francesas, a pedido do governo maliano. A região era controlada por rebeldes desde Janeiro de 2012.

Direitos Humanos

Por outro lado, o Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, Ocha, disse estar preocupado com mais de 1,2 milhão de habitantes do norte que foram afetados pelo conflito.

O escritório defende que a situação permanece frágil, após a fuga de mais de 16 mil pessoas. Um relatório aponta violações dos direitos humanos e recrutamento de crianças-soldado. As autoridades detetaram também um aumento dos casos de violência sexual na região.

Alimentos

Para abastecer o norte, o Programa Mundial de Alimentos, PMA, informou ter aberto uma nova rota para entregar 200 toneladas de alimentos a partir do Níger para a região de Gao, no norte do Mali.

A agência anunciou a entrega, próximos dias, de alimentos para 24 mil pessoas necessitadas por toda a área.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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