Sobe para 113 o número de mortos devido às cheias em Moçambique

21 fevereiro 2013

Governo está a identificar zonas seguras para reassentar definitivamente a população afetada por chuvas; equipa de ajuda humanitária, que integra as Nações Unidas, estima em seis meses período de recuperação das vítimas.

Manuel Matola, da Rádio ONU em Maputo.

O número de mortos devido às cheias continua a subir em Moçambique, mas as autoridades dizem que se regista uma redução de refugiados em centros de acolhimento às famílias afetadas.

No mais recente balanço, a porta-voz do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades de Moçambique, Rita Almeida, assinalou mais dois óbitos na província de Nampula, no norte, desde a segunda-feira.

“Isso faz com que o número total, desde outubro a esta parte, seja de 113 pessoas. Há vários motivos: há aquelas pessoas que perdem a vida por causa de descargas atmosféricas, temos a questão do arrastamento por causa das ondas de água, a questão do desabamento de parede, tanto de casas como de muros, e também temos alguns casos que reportamos nesta época relacionados com ataques de crocodilos”.

Segundo Rita Almeida, o governo está a identificar zonas seguras para reassentar definitivamente a população atingida por chuvas. No sul do país, a província de Gaza, a mais atingida, foram demarcados 1884 talhões, dos quais 823 já foram atribuídos  às vítimas.

Apesar da instalação em locais seguros, a porta-voz do órgão governamental de gestão de calamidades garante que  a assistência alimentar vai continuar.

“As pessoas que vão para os bairros de reassentamento precisarão de assistência alimentar. Portanto, por algum tempo, precisamos de continuar a dar assistência alimentar. Há questão também de saneamento, isso relacionado com lajes, para que as pessoas tenham uma latrina melhorada nesses bairros de reassentamento”.

A equipa de ajuda humanitária, que integra as Nações Unidas, estima que serão necessários pelo menos seis meses para recuperação de afetados pelas cheias em Moçambique.

Rita Almeida destacou as necessidades mais urgentes da população afetada.

“Nesta primeira fase as pessoas vao precisar de abrigo, portanto, precisamos de tendas, lonas, estacas  para que as pessoas consigam um abrigo mais ou menos condignos nos bairros de reassentamento, enquanto se preparam para erguer as casas definitivas”.

As fortes chuvas que assolam Moçambique, desde o ano passado, atingiram mais de 200 mil pessoas nas regiões sul, centro e norte.

 

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