Caju deve impulsionar crescimento económico da Guiné-Bissau, diz FMI

21 fevereiro 2013

Após avaliar o país, órgão aponta quedas no ano passado devido à redução da produção e vendas; especialistas analisaram o apoio de parceiros de desenvolvimento.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Fundo Monetário Internacional, FMI, prevê a recuperação da economia da Guiné-Bissau em 2013. O resultado deve refletir o aumento da produção e da venda da castanha de caju, o principal produto exportado pelo país da África Ocidental.

Num comunicado emitido esta quarta-feira, após uma avaliação preliminar ao país, um grupo de especialistas defendeu que a situação continua difícil devido à contínua incerteza política.

Perspetivas

Em Bissau, o FMI avaliou a evolução macroeconómica no ano passado, e as perspetivas para 2013.

O órgão defende que a atividade económica foi negativamente afetada pela queda acentuada no volume das exportações e dos preços da castanha de caju. O desempenho também se deveu à queda na ajuda dos doadores, após o golpe de Estado de Abril  do ano passado.

Parceiros

Um comunicado do FMI refere que foi debatida a proposta das autoridades de orçamento de 2013 e revisto o estado dos apoios dos doadores e outros parceiros de desenvolvimento.

O FMI defende que a estabilidade fiscal dependerá de um plano de orçamento que vá “de acordo com prudentes projeções de receitas internas e das bolsas estrangeiras.”

Assistência

A missão saudou o empenho das autoridades de transição no reforço da gestão financeira pública e nas administrações fiscal e aduaneira, áreas para as quais manifestou prontidão para conceder assistência técnica.

Em Abril, o órgão deve continuar a debater a situação da Guiné-Bissau, em Washington, antes de uma nova deslocação de técnicos para efetuarem consultas no país.

 

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